EDP Renováveis vê mais retornos com rotação de ativos e volta a aumentar metas para 2026

A subsidiária da EDP está a realizar maiores ganhos com rotação de ativos e subiu a meta de EBITDA para 2,3 mil milhões. Visibilidade sobre resto do plano até 2028 também "está a melhorar", diz CEO.

A EDP Renováveis (EDPR) reviu em alta a meta para o lucro operacional deste ano para até 2,3 mil milhões de euros, afirmou esta quarta-feira o CEO da energética, justificando a decisão com maior visibilidade sobre os ganhos com a rotação de ativos.

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“Revisão em alta”, anunciou Miguel Stilwell de Andrade em teleconferência com os analistas após a empresa ter anunciado que praticamente duplicou o lucro líquido no primeiro trimestre para 184 milhões de euros. “Penso que é importante recordar que tivemos um forte desempenho no primeiro trimestre e que já tínhamos revisto em alta a nossa previsão de EBITDA para 2026“, disse, referindo-se ao aumento de 5% efetuado nessa altura para um guidance de 2,2 mil milhões de euros.

“Estamos agora a rever novamente em alta a nossa previsão para um EBITDA entre 2,2 mil milhões e 2,3 mil milhões de euros, devido a uma maior visibilidade dos ganhos com a rotação de ativos, que esperamos que se situem no limite superior do intervalo, em 0,3 mil milhões”, explicou o CEO da EDPR, detida em 71,4% pela EDP (também liderada por Stilwell de Andrade).

O gestor sublinhou que a execução da estratégia de rotação de ativos da EDPR tem resultado em ganhos significativos este ano, nomeadamente um acordo anunciado esta segunda-feira para a venda de uma participação de 80% no capital de um portefólio de 384 megawatt MW nos EUA por 800 mlhões de dólares e a alienação de 100% de um portefólio eólico e solar em Itália por 150 milhões de euros no final de junho.

“Estamos muito confiantes quanto às metas para 2026 e à concretização do aumento de capacidade de 1,5 gigawatts (GW), pelo que estamos no bom caminho”, referiu, acrescentando que os esforços em matéria de eficiência “estão a dar frutos”, com os custos operacionais (OPEX) a registarem uma descida de 2% no primeiro semestre.

“Foram anunciadas duas rotações de ativos e agora temos maior visibilidade sobre os ganhos decorrentes dessas rotações, pelo que revimos em alta a previsão para 0,3 mil milhões de euros, o que leva a uma revisão em alta da previsão do EBITDA para 2,2 a 2,3 mil milhões de euros”, salientou.

Para Stilwell de Andrade, a visibilidade sobre a execução do período 2027-28 “está a melhorar, temos 1,9 GW de aumento de capacidade garantidos e 2 GW em negociações comerciais, estando já garantidos 80% da meta para 2027″.

Quanto às oportunidades pós-2028, ano no qual termina o atual plano estratégico da EDPR, “estão a tornar-se cada vez mais visíveis; o crescimento da procura nos EUA e na Europa, apoiado pelos centros de dados e pelos veículos elétricos, continua a sustentar a necessidade de energias renováveis e baterias”.

“Gostaria também de aproveitar esta oportunidade para partilhar que tencionamos atualizar o mercado sobre as perspetivas para o período pós-2028 no segundo trimestre de 2027“, concluiu o CEO.

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