Remuneração dos Certificados de Aforro voltam a subir. Taxa base fixa-se em 2,474% para agosto

A taxa base dos Certificados de Aforro sobe para 2,474% e aproxima-se do máximo legal, numa sequência de cinco aumentos consecutivos à boleia da escala da Euribor a três meses.

ECO Fast
  • Os Certificados de Aforro registam um aumento na taxa de juro base para 2,474% em agosto, aproximando-se do limite legal de 2,5%.
  • A procura por estes títulos de dívida continua forte, com 635,9 milhões de euros aplicados em junho, embora tenha abrandado em relação ao mês anterior.
  • A proximidade da taxa base ao teto legal sugere que as subidas podem estar a chegar ao fim, dependendo da evolução da Euribor a 3 meses.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

Os Certificados de Aforro voltam a pagar mais aos aforradores em agosto e aproximam-se agora do tecto fixado por lei. A taxa de juro base aplicável às subscrições efetuadas em agosto será de 2,474%, segundo cálculos do ECO, um acréscimo de 11,8 pontos base face aos 2,356% de julho.

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Trata-se do quinto mês consecutivo de subida e do valor mais próximo já registado do limite máximo de 2,5% previsto na legislação que regula este produto de dívida pública desde março do ano passado.

A justificação para este novo aumento está, uma vez mais, na Euribor a três meses, que é o indexante da remuneração dos Certificados de Aforro. Nos dez dias úteis que serviram de base ao cálculo da taxa para agosto, esta referência negociou sempre acima dos 2,45%, um nível que empurrou a taxa base para os limites definidos pelo Estado.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

A fórmula de cálculo, definida pelo IGCP, tem em conta a média da Euribor a três meses observada nos últimos 10 anos até ao antepenúltimo dia útil do mês, para vigorar durante o mês seguinte, com o resultado arredondado à terceira casa decimal e sujeito a um intervalo obrigatório entre 0% e 2,5%.

A taxa base representa, contudo, apenas a parte inicial da remuneração total dos Certificados de Aforro da Série F, a série atualmente disponível para subscrição desde junho de 2023. A esta taxa soma-se um prémio de permanência que aumenta com o tempo de investimento, que varia entre 0,25 pontos percentuais no segundo ano e 1,75 pontos nos últimos dois anos da maturidade de 15 anos.

Os juros são capitalizados trimestralmente de forma automática e já líquidos de IRS, com o resgate a poder ser solicitado a partir do primeiro vencimento de juros e garantia integral do capital investido.

A subida da remuneração dos Certificados de Aforro surge num contexto em que estes títulos de dívida do Estado desenhados para os particulares mantêm um peso relevante nas poupanças das famílias. Em junho, os aforradores aplicaram 635,9 milhões de euros líquidos de resgates neste produto, um valor que representa um abrandamento relativamente ao mês anterior, que tinha registado o ritmo de procura mais elevado dos últimos três anos, mas que continua a situar-se em níveis historicamente elevados.

Com este contributo, o montante total investido em Certificados de Aforro superou os 43 mil milhões de euros, um máximo histórico que consolida as famílias como um dos principais credores do Estado português.

A proximidade da taxa base ao limite legal de 2,5% coloca a hipótese de este ciclo de subidas estar a aproximar-se de um teto. Enquanto a Euribor a três meses se mantiver acima dos 2,45%, a remuneração dos Certificados de Aforro continuará junto do valor máximo permitido, restando pouca margem para novos aumentos nos próximos meses.

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