Novos Certificados do Tesouro captam 120 milhões de euros numa semana e têm “algum efeito” na oferta privada, diz ministro
O ministro das Finanças revela que a procura pelos novos Certificados do Tesouro já está a forçar os bancos privados a aumentarem a remuneração dos depósitos bancários.
Os novos Certificados do Tesouro Série 5 somaram 120 milhões de euros em subscrições na primeira semana de comercialização, entre 6 e 13 de julho, segundo dados avançados esta quarta-feira pelo ministro do Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP).
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O produto, gerido pelo IGCP, substitui os antigos Certificados do Tesouro Poupança Valor (CTPV), cuja subscrição foi suspensa na mesma data, e destina-se a aforradores que privilegiam poupança de médio e longo prazo.
Os Certificados do Tesouro Série 5 têm um prazo de dez anos, capital garantido e taxa de juro fixa e crescente, que arranca nos 2,35% no primeiro ano e sobe até 3,35% no décimo, com uma remuneração média anual bruta de 2,71%.
[A procura pelos novos Certificados do Tesouro] já está a ter algum efeito na oferta privada de poupança no sentido de subida da remuneração.
A subscrição mínima é de mil euros e o limite máximo situa-se em um milhão de unidades por Conta Tesouro, com resgate possível a partir do final do primeiro ano, embora com perda dos juros vencidos desde o último aniversário.
Segundo Joaquim Miranda Sarmento, a procura pelos novos Certificados do Tesouro “já está a ter algum efeito na oferta privada de poupança no sentido de subida da remuneração”, num sinal de que os bancos começam a ajustar as suas propostas de depósitos face à concorrência do Estado.
Os últimos dados divulgados pelo Banco de Portugal apontam para que a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares esteja a subir há quatro meses seguidos até maio, fixando-se nesse mês em 1,48%, mais 0,04 pontos percentuais do que em abril.
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