FIFA planeia vender posição minoritária em nova entidade comercial de 20 mil milhões
A FIFA está a trabalhar com o banco norte-americano JPMorgan para atrair investidores externos que adquiram cerca de 20% neste novo veículo corporativo.
A FIFA planeia vender uma participação minoritária numa nova entidade comercial, avaliada em cerca de 20 mil milhões de dólares (aproximadamente 17,6 mil milhões de euros), de forma a capitalizar o sucesso do Campeonato Mundial de Futebol 2026, avança esta terça-feira o jornal Financial Times.
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A Federação Internacional de Futebol, a entidade máxima do “desporto-rei”, está a trabalhar com o banco norte-americano JPMorgan para atrair investidores externos que possam deter uma posição na ordem dos 20% neste veículo comercial, segundo a informação transmitida pelas fontes da publicação britânica.
Em causa está uma entidade, liderada pelo presidente da FIFA, o suíço-italiano Gianni Infantino, que deverá gerar pelo menos 13 mil milhões de dólares (11,4 mil milhões de euros) em receitas no seu atual ciclo de quatro anos, à boleia do Mundial que se realizou nos Estados Unidos, México e Canadá.
A agência Bloomberg revela ainda que a FIFA planeia captar até 4,2 mil milhões de dólares (3,7 mil milhões) de euros dos investidores externos e que a Thrive Capital de Joshua Kushner, um dos donos da equipa de NBA Miami Heat, está na lista de interessados.
O dinheiro angariado com a venda da participação neste veículo corporativo – criado para gerir receitas, patrocínios e inventário publicitário, direitos de transmissão, entre outros – ajudaria a FIFA a transferir mais fundos para as suas federações nacionais, de acordo com o FT.
Outras entidades desportivas, incluindo as ligas de futebol espanhola e francesa, também criaram entidades comerciais separadas para atrair capital externo. Por exemplo, até o Comité Olímpico Internacional criou a OBS – Olympic Broadcasting Services, em 2001, para gerir as transmissões televisivas.
Notícia atualizada às 15h39 com mais informação
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