Há cerca de 15 mil pedidos de reapreciação dos exames nacionais

Ministro da Educação diz que, para as candidaturas ao ensino superior, "sistema vai estar preparado, porque é um direito dos alunos”, e descarta preocupação com nova sondagem sobre o seu trabalho.

O ministro da Educação disse esta segunda-feira que ainda existem cerca de 170 exames nacionais sem nota atribuída, registando-se aproximadamente 15 mil pedidos de reapreciação das provas.

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“Não correu tudo bem na primeira fase, mas estamos a falar de um processo muito complexo que, tendo sido melhorado e corrigido agora na segunda fase, é um teste muito importante à capacidade de fazer uma avaliação externa nesse formato digital”, começou por dizer Fernando Alexandre, em declarações aos jornalistas, a partir da Figueira da Foz.

Reconhecendo que “todos os anos há erros e necessidades de acautelar situações”, o ministro da Educação revelou que, num total de 290 mil provas, 170 ainda não têm uma nota final atribuída. Por sua vez, contabilizaram-se 825 identificações de inconformidades. Ou seja, situações nas quais os alunos viram o PDF do exame e não se reviram no que ali estava.

Em relação aos exames nacionais nos quais realmente foram encontradas inconformidades, o ministro com a pasta da Educação disse que terão a reapreciação a tempo dos alunos se candidatarem à primeira fase do ensino superior. No quarto dia da primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, tinham sido submetidas 14.191 candidaturas, menos 45% do que em igual período do ano passado, segundo a Direção-Geral do Ensino Superior.

“Estamos preparados para responder às decisões dos alunos. O sistema vai estar preparado para isso, porque é um direito dos alunos. Reconhecemos que os alunos que foram à segunda fase, na semana passada, muitos deles (não todos) foram em condições em que não tinham toda a informação para tomarem a decisão que tomaram e para se prepararem”, referiu Fernando Alexandre.

Apesar destes problemas, o governante esclareceu à comunicação social que se mantêm “as regras que sempre existiram”, portanto quem faz exame na segunda fase só se pode candidatar à segunda fase de acesso às universidades e institutos politécnicos em Portugal. “Os regulamentos têm todas as condições previstas para que nenhum aluno seja prejudicado. Não é nada que tenha sido criado para esta nova forma de avaliação”, frisou.

Questionado sobre a sondagem divulgada pelo Diário de Notícias, Fernando Alexandre disse apenas que “sondagens há muitas” e que “a medida da confiança” está no facto de a “grande maioria dos alunos” terem visto o PDF do seu exame e “reconhecerem que aquela é a prova deles” e que o resultado está em conformidade com as respostas dadas.

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