Abanca Portugal aumenta lucro e afasta aquisições para já
Fora da corrida ao Banco CTT, o Abanca teve um primeiro semestre marcado pela conquista de 10 mil clientes, um aumento de 12% do crédito à habitação e do lucro, para 41,6 milhões de euros.
O Abanca Portugal fechou o primeiro semestre com um resultado antes de impostos de 62,6 milhões de euros, um crescimento de 25,7% face ao mesmo período do ano anterior, e um lucro atribuído de 41,6 milhões de euros, mais 11,9% face ao mesmo período do ano passado.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
De acordo com os resultados apresentados esta segunda-feira, a operação portuguesa do grupo galego confirma o ritmo de expansão que já vinha registando, com a margem bruta a subir 6,5%, para 169,8 milhões de euros, e as despesas operacionais a recuar 7,1%, para 97,6 milhões de euros.
Entre os principais indicadores, o crédito a clientes situou-se em 8.905 milhões de euros e os depósitos em 8.975 milhões, elevando o volume de negócios do banco em Portugal para 21.025 milhões de euros.
Os dados do Abanca apontam ainda para a manutenção do rácio de crédito malparado (NPL) em 2,1%, com uma taxa de cobertura de 88,9%, enquanto o rácio de capital CET1 se fixou em 19,0% e a rentabilidade (ROTE) atingiu 10,3%.
“Não estamos a participar nesse processo (venda do banco CTT), [o foco do Abanca está] em terminar de consolidar a integração com o Eurobic.
A operação portuguesa captou ainda 10 mil novos clientes desde o início do ano, funcionando assim como um dos motores do crescimento da operação, sublinhou Juan Carlos Escotet Rodríguez, CEO do banco espanhol, na conferência de apresentação de resultados.
Estes números surgem enquadrados no desempenho global do Abanca, que somou no primeiro semestre um crescimento homólogo de 3,7% do lucro antes de impostos para 501 milhões de euros e uma rendibilidade ROTE de 12,2%, que superou o custo do capital.
Nos resultados globais, o grupo galego revela ainda que, entre janeiro e junho, captou mais de 77 mil novos clientes no conjunto do mercado ibérico, elevou o volume de negócios em 8,4% para mais de 145 mil milhões de euros e canalizou 10 mil milhões de euros de novo financiamento para famílias e empresas.
Questionado sobre um eventual interesse do Abanca na compra do Banco CTT, Juan Carlos Escotet Rodríguez afastou essa possibilidade. “Não estamos a participar nesse processo”, afirmou o banqueiro, acrescentando que “a prioridade neste momento está mais orientada para o crescimento orgânico”.
Não recebemos uma procura tão elevada como acreditávamos (em relação à garantia pública para os jovens, mas essa procura) vem a melhorar de forma progressiva.
O gestor não fechou porém a porta a operações futuras, caso surjam “oportunidades que possam ser verdadeiramente complementares ao nosso modelo de negócio, sendo Portugal um destino estratégico para a organização”. No entanto, para já, o foco do Abanca está em “terminar de consolidar a integração com o Eurobic”, processo tecnológico já concluído e que começa a gerar “um crescimento muito interessante” dentro dos 10 mil milhões de euros de novo financiamento referidos para o semestre.
Sobre o peso da operação portuguesa no grupo, o CEO do Abanca destacou que “Portugal representa 32%, mais de 3 mil milhões”, associando este momento ao aumento da base de clientes no país entre janeiro e junho, notando que o banco está “a crescer mais em Portugal” em termos relativos face a Espanha, o que se reflete num “crescimento do crédito à habitação e, especialmente, também no segmento jovem, de mais de 12%”, fator que, segundo Escotet Rodríguez, “nos está a levar a continuar a crescer e a ganhar quota”.
Particularmente ao crédito à habitação jovem, apoiado por medidas do Governo, o banqueiro garantiu que o banco espanhol acompanha a iniciativa, embora admita margem de progressão. “Apoiamo-lo”, disse sobre o programa de financiamento até 100% para jovens com até 35 anos, classificando-o como “uma iniciativa magnífica”.
Ainda assim, Juan Carlos Escotet Rodríguez reconheceu que “não recebemos uma procura tão elevada como acreditávamos”, ressalvando que essa procura “vem a melhorar de forma progressiva” e que “provavelmente falta-lhe um pouco mais de intensidade”.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Abanca Portugal aumenta lucro e afasta aquisições para já
{{ noCommentsLabel }}