IL exige baixa de impostos nos combustíveis e critica “Governo completamente inerte”

“É escandaloso continuarmos a ver os preços a aumentar e o Governo completamente inerte e sem mexer absolutamente nada nos impostos que se pagam sobre os combustíveis”, critica Mariana Leitão.

A presidente da IL exigiu esta sexta-feira uma baixa de impostos dos combustíveis com urgência, alegando que representam “mais de metade” do que custa aos portugueses fazer os abastecimentos e acusando o Governo de ser “completamente inerte” perante os aumentos de preços.

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“Os preços dos combustíveis sobem consecutivamente semana após semana. O Estado continua a faturar à custa dessas subidas e à custa dos contribuintes, do dinheiro das pessoas que vão todos os dias ou todas as semanas a abastecer os seus carros”, disse Mariana Leitão aos jornalistas numa ação na qual inaugurou, em Lisboa, um cartaz sobre este tema.

“É escandaloso continuarmos a ver os preços a aumentar e o Governo completamente inerte e sem mexer absolutamente nada nos impostos que se pagam sobre os combustíveis”, criticou.

Mariana Leitão afirmou que há uns meses a IL aprovou na Assembleia da República uma proposta de iniciativa liberal para baixar os impostos sobre os combustíveis, referindo-se a um projeto de resolução, sem força de lei, que recomendava ao Governo medidas como a redução do “imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP) transversalmente, de forma a salvaguardar a sua neutralidade fiscal em sede de imposto sobre valor acrescentado (IVA) e garantir que o esforço fiscal sobre os combustíveis seja adequado ao poder de compra dos portugueses”.

“Essa proposta foi aprovada e mesmo assim o Governo continua a não a aplicar”, criticou a líder da IL, que lançou um simulador onde o consumidor pode ver quanto paga em impostos ao abastecer o carro.

A presidente do IL explicou que o cartaz que o partido pôs na rua mostra que aquilo que os portugueses gastam cada vez que atestam um tanque de combustível “mais de metade são impostos” e não o custo do combustível.

“E isto tem de acabar. Essa é a mensagem que queremos transmitir, esse sentido de urgência que pretendemos passar ao Governo”, referiu.

Para Mariana Leitão, “não faz sentido o Estado continuar a arrecadar mais de metade de cada cêntimo gasto seja a pôr gasolina ou gás óleo”, defendendo que “isso tem de mudar”.

O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 9 cêntimos e o da gasolina subir 3,5 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha.

Com base nos atuais valores da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), e tendo em conta as previsões das variações com os valores do fecho do mercado na quinta-feira, o preço médio da gasolina simples 95 deverá subir para 2,009 euros por litro, enquanto o gasóleo simples deverá atingir os 2,058 euros por litro.

A média final só ficará fechada ao final do dia, podendo ainda registar alterações em função da evolução das cotações internacionais do petróleo, e o custo final na bomba poderá variar conforme o posto de abastecimento, a marca e a localização.

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