Bruxelas toma “nota positiva” do respeito dos EUA pelo teto de 15% nas tarifas
"UE nota positivamente o facto de este resultado estar em conformidade com os compromissos pautais dos EUA acordados no âmbito da Declaração Conjunta UE-EUA”, disse um porta-voz da Comissão Europeia.
A União Europeia (UE) tomou esta sexta-feira “nota positiva” das novas tarifas aduaneiras anunciadas na quinta-feira pelos Estados Unidos e que respeitam o teto de 15% previsto no acordo assinado há um ano entre os dois blocos.
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“A UE nota positivamente o facto de este resultado estar em conformidade com os compromissos pautais dos EUA acordados no âmbito da Declaração Conjunta UE-EUA”, disse o porta-voz da Comissão Europeia para o Comércio, Olof Gill.
O novo regime de taxas aduaneiras anunciado por Washington, que afeta cerca de 60 economias, respeita no que diz respeito à UE, o teto de 15% que figurava nesse acordo assinado há um ano em Turnberry, na Escócia.
“Estabelece uma taxa de tributação de 10% ‘tudo incluído’ para a UE e reintroduz as isenções de direitos aduaneiros adicionais sobre certos produtos europeus, como a cortiça e os diamantes”, além de bens que já estavam isentos, como os aviões e as suas peças sobresselentes, bem como os medicamentos genéricos, sublinhou o porta-voz.
Isto cria uma “dinâmica positiva” para as conversações transatlânticas sobre diversos temas, desde as matérias-primas estratégicas à inteligência artificial, adiantou ainda Gill.
O anúncio de Washington foi feito poucas horas após a decisão da UE de aplicar uma multa de 890 milhões de euros à Google, por infrações à concorrência no setor digital, incluindo favorecer os seus serviços na Pesquisa Google e restringir o encaminhamento de utilizadores para canais de compra alternativos.
Esta nova sanção aplicada a um gigante tecnológico americano tinha alimentado receios de eventuais retaliações por parte de Washington, por exemplo, sob a forma de um aumento dos direitos aduaneiros, com a administração Trump a acusar regularmente a UE de visar injustamente as empresas americanas através da sua legislação sobre o digital.
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