Prestação média da casa atinge máximo histórico de 436 euros em junho
Representa uma subida de quatro face a maio e de 18 euros comparativamente ao final de 2025, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal.
A prestação média mensal do stock de empréstimos à habitação aumentou pelo décimo mês consecutivo e atingiu um novo máximo histórico da série: 436 euros, o que representa uma subida de quatro face a maio e de 18 euros comparativamente ao final de 2025, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal (BdP).
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O aumento deveu-se ao crescimento quer da prestação média dos contratos já existentes, quer dos novos contratos. Em junho, a grande maioria (85%) dos novos créditos para compra de casa foram contratados a taxa mista (juro fixo num período inicial seguido de variável), sendo que nas novas operações a taxa mista os juros médios aumentaram 0,03 pontos percentuais, para 2,80%. Por sua vez, subiu 0,07 pontos percentuais, para 3,14%, na variável.
No cômputo geral, a taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação aumentou 0,04 pontos percentuais em junho, para 2,93%. “Esta subida resultou dos novos contratos e dos contratos renegociados, cujas taxas de juro médias aumentaram 0,03 pontos percentuais e 0,05 pontos percentuais em junho, fixando-se em 2,93% e 2,91%, respetivamente”, lê-se no relatório do BdP.
Ainda assim, no sexto mês do ano, as novas operações de empréstimos para habitação desceram 177 milhões de euros, para 2.715 milhões de euros, contribuindo para a queda total dos novos créditos a particulares para 3,7 mil milhões de euros, menos 162 milhões de euros do que em maio. Quanto às renegociações, também diminuíram para 589 milhões de euros, menos 147 milhões de euros do que no mês anterior.

Enquanto os novos créditos às famílias caíram, os empréstimos às empresas cresceram. Em junho, o montante de novas operações de crédito concedido às empresas totalizou 3.038 milhões de euros, o que implicou uma subida de 483 milhões de euros em cadeia. “Este aumento resultou do montante de novos contratos, que cresceu 584 milhões de euros, para 2835 milhões de euros”, argumentou o supervisor bancário. Os juros médios subiram 0,16 pontos percentuais, passando de 3,92% em maio para 4,08% em junho.
Juros dos depósitos nos 1,55%
No caso dos novos depósitos a prazo, a taxa de juro média aumentou pelo quinto mês consecutivo, chegando aos 1,55% em junho, o que corresponde a subida de 0,06 pontos percentuais. Por sua vez, o montante depositado pelas famílias nos bancos em Portugal totalizou 12.018 milhões de euros, menos 206 milhões de euros do que em maio.
“Nos novos depósitos com prazo até 1 ano, a taxa de juro média subiu 0,05 pontos percentuais, para 1,55%. Estes depósitos representaram 96% do total de novos depósitos efetuados por particulares em junho”, indicou ainda a instituição liderada por Álvaro Santos Pereira.
(Notícia atualizada com mais informação às 11h47)
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