Juros da dívida nacional sobem pela terceira semana seguida

Apesar de um recuo pontual esta sexta-feira, as yields da dívida portuguesa apontam para a terceira semana de subida, num movimento acompanhado por toda a Zona Euro.

As yields da Zona Euro recuam esta sexta-feira, mas encaminham-se para uma subida semanal, à medida que a recuperação dos preços do petróleo leva os investidores a admitir que o Banco Central Europeu (BCE) possa precisar de subir as taxas de juro mais do que uma vez ainda este ano.

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O Brent, que na semana passada tinha caído para o valor mais baixo desde fevereiro, valorizou 11% desde segunda-feira, tendo chegado a superar os 85 dólares por barril, o máximo num mês, num contexto de escalada de ataques entre EUA e Irão no Golfo, que tem bloqueado o Estreito de Hormuz.

Os investidores atribuem agora uma probabilidade de 65% a uma segunda subida de taxas do BCE antes do final do ano, depois de, há apenas uma semana, admitirem apenas um único aumento.

A vulnerabilidade da economia europeia à inflação importada através da energia tem pressionado as obrigações da Zona Euro, empurrando as yields em alta de forma generalizada.

As Schatz alemãs a dois anos, as mais sensíveis a expectativas sobre taxas de juro, subiram dez pontos base esta semana, para 2,752%. As obrigações italianas a dois anos tiveram o pior desempenho, com um aumento de 13 pontos base, para 2,97%, uma vez que a Itália depende mais fortemente de combustíveis importados do que muitos dos seus vizinhos europeus.

O mesmo movimento é acompanhado pelas obrigações do Tesouro da República. Apesar desta sexta-feira a curva de rendimentos do Estado revelar uma queda generalizada nas yields de todas as obrigações do Tesouro, os dados semanais apontam para a terceira semana de aumento das taxas nos títulos a dois e dez anos.

As obrigações do tesouro a 10 anos, por exemplo, somam atualmente uma subida semanal de 8,5 pontos base para 3,48%, e os títulos a 2 anos acumulam um aumento de 11,7 pontos base para 2,72%.

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