Inflação na Zona Euro abranda para 2,8% em junho

  • ECO
  • 17 Julho 2026

Depois de dois meses de subidas, os preços na área do euro voltaram a abrandar em junho, sobretudo pela travagem do aumento dos preços da energia.

A taxa de inflação homóloga na Zona Euro abrandou para 2,8% em junho, confirmou esta sexta-feira o Eurostat, naquele que é o segundo mês consecutivo de abrandamento dos preços na região da moeda única.

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O valor compara com os 3,2% registados em maio e resulta, sobretudo, de uma travagem no ritmo de subida dos preços da energia, que passaram de uma variação homóloga de 10,8% para 8,7% entre os dois meses.

Ainda assim, Portugal continua a destoar da tendência europeia. De acordo com os dados confirmados pelo serviço estatístico comunitário, a inflação portuguesa medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) fixou-se em 3,1% em junho, mantendo-se acima da média da Zona Euro. O país junta-se assim, uma vez mais, ao lote de Estados-membros onde os preços sobem a um ritmo mais acelerado do que no conjunto dos 21 países que partilham o euro.

Segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat, apenas cinco países apresentaram uma taxa de inflação homóloga abaixo da média da Zona Euro: Estónia (2%), França (2%), Malta (2%), Alemanha (2,4%) e Países Baixos (2,5%)

Olhando para os restantes componentes da inflação na Zona Euro, os serviços mantiveram-se como o segundo maior contributo para a subida de preços, com uma taxa homóloga de 3,2% em junho, seguidos pela alimentação, bebidas alcoólicas e tabaco (1,6%) e pelos bens industriais não energéticos, que permaneceram estáveis nos 0,9%.

Este quadro reforça a leitura de que, apesar do alívio generalizado nos preços da energia, os custos com serviços continuam a pressionar o custo de vida em toda a região.

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