UGT reage ao chumbo da reforma laboral: “É uma vitória para o movimento sindical”
No rescaldo da rejeição da proposta do Governo no Parlamento, a UGT assinala que a reforma da legislação laboral "atentava contra a dignidade do trabalho e contra a Constituição".
A UGT considera que o chumbo do Parlamento à proposta do Governo para alterar a lei do trabalho “é uma vitória para o movimento sindical”, para todos os trabalhadores e para o país. A central sindical liderada por Mário Mourão frisa em comunicado que a reforma que estava em cima da mesa cortava direitos e fragilizava quem trabalha, além de atentar contra a própria Constituição.
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“A UGT saúda a rejeição da reforma laboral do Governo na Assembleia da República e todos os partidos que contra ela se posicionaram”, salienta a estrutura na nota divulgada esta sexta-feira.
“Esta era uma reforma que visava reforçar o poder e a discricionariedade do empregador, que cortava direitos, que fragilizava trabalhadores, famílias e sindicatos. Uma reforma que desregulava horários, que fomentava a precariedade, que atacava a negociação coletiva e a greve. Uma reforma que atentava contra a dignidade do trabalho e contra a Constituição. Uma reforma que não respondia aos problemas reais do País”, detalha a UGT.
Na perspetiva da central sindical, o chumbo registado esta sexta-feira é “uma vitória para o movimento sindical“, mas também “para aqueles que durante as negociações, durante a greve geral de 11 de Dezembro e em todos os momentos de luta se mantiveram unidos e mostraram aos atores políticos que a rejeição desta via era a única solução”. “Esta é a uma vitória para todos os trabalhadores e para o país”, assinala a UGT.
A proposta de lei do Governo que alterava o Código do Trabalho foi chumbada esta sexta-feira com os votos desfavoráveis do PS, Chega, Bloco de Esquerda, PCP, Livre, PAN e JPP.
No debate de quinta-feira, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, tinha dado por garantida a aprovação da proposta de lei do Governo e o Chega, mesmo não revelando o seu sentido de voto, já clamava várias vitórias neste âmbito, das férias à amamentação, passando pelos despedimentos.
Esta sexta-feira, quando o Parlamento se preparava para iniciar as votações, o Chega pediu a suspensão dos trabalhos por 30 minutos e, no regresso, acabou por votar contra o pacote laboral do Executivo de Luís Montenegro.
(Notícia atualizada pela última vez às 15h37)
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