Grupo francês BPCE investiu mais de seis mil milhões em Portugal “pelo seu valor macroeconómico”
Secretário-geral do grupo francês garante que a escolha do Novobanco foi “racional”, pelo que decidiram "agir rapidamente", porque tinham de "começar a trabalhar no estrangeiro".
O grupo francês BPCE, que comprou o Novobanco por 6,7 mil milhões de euros, investiu em Portugal porque precisava de expandir além das fronteiras de França e encontrou “valor” na economia portuguesa. O secretário-geral e membro do comité Executivo do BPCE afirmou esta sexta-feira que a escolha foi cautelosa e “racional”.
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“Escolhemos Portugal pelo seu valor macroeconómico. O Novobanco apareceu como suscetível e decidimos agir rapidamente, porque percebemos que a escolha era racional”, afirmou Jacques Beyssade, durante a 9ª conferência económica franco-portuguesa dedicado ao tema “Por uma Europa Mais Competitiva – O Contributo da Parceria Franco-Portuguesa”.
O secretário-geral da instituição financeira com sede em Paris, que foi responsável por um dos maiores investimentos franceses em Portugal dos últimos anos, explicou que o BPCE sentiu necessidade de se internacionalizar.
“Pensámos que tínhamos de nos desenvolver fora de França e começar a trabalhar no estrangeiro, em países que conhecemos, num ambiente como o da zona euro. Somos bastante cautelosos, fomos procurando países sólidos, bem geridos, uma economia com dinamismo”, contou Jacques Beyssade, num evento organizado pela Embaixada de França em Portugal, pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa e pelos Conselheiros Franceses para o Comércio Externo em Portugal (CCEF).
Fundado em 2009, o Groupe BPCE é composto pelo Natixis – que em Portugal opera através de um centro de inovação tecnológica – e outros bancos, como Banque Palatine, Caissed’Épargne, Banque Populaire e Le Crédit Coopératif. Mais recentemente, anexou o Novobanco ao portefólio, contribuindo para que França seja o segundo maior investidor externo em Portugal.
Nesta sessão dedicada ao investimento francês, Jacques Beyssade dividiu o palco com Thierry Ligonnère, CEO da ANA – Aeroportos de Portugal, e Sérgio Soares, CEO da transportadora Transdev. “Portugal tem tido uma evolução e sido uma inspiração para muitos países – e que estamos a acompanhar. É um caminho de sucesso das finanças públicas e para o qual muitas empresas que aqui estão [francesas] contribuíram”, referiu o CEO da ANA e presidente do CCEF.
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