Galp dispara 4% com preço do petróleo e subida de recomendação

A casa de investimento Jefferies acredita que o crescimento da produção no campo Bacalhau, no pré-sal brasileiro, pode ser um "motor de cash" para a Galp dada a alta dos preços do petróleo.

As ações da Galp GALP 0,00% disparam esta quinta-feira 4%, a beneficiar da escalada dos preços do petróleo com a incerteza sobre o fim da guerra no Médio Oriente e de subidas na recomendação e no preço alvo pela Jefferies com base das perspetiva do campo Bacalhau no Brasil.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

Às 11h50, os títulos da Galp sobem 4,3% para 21,23 euros cada, ajudando o índice PSI a ficar acima da linha de água com um ganho de 0,07%.

Os preços do petróleo disparam mais de 7% esta quinta-feira depois de Donald Trump ter afirmado que os Estados Unidos vão manter e até reforçar os ataques ao Irão, mas sem se comprometer com um calendário para o fim da guerra, impulsionando os receios dos investidores sobre interrupções prolongadas no fornecimento a partir do Golfo Pérsico.

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência para a Europa, avançam 7,32% para 108,61 dólares por barril, enquanto os do West Texas Intermediate dos EUA) ganham 7,1%, para 107,18 dólares.

O índice setorial Stoxx Europe 600 Oil & Gas avança 1,78%, com a BP e a Repsol a acompanharem a Galp com subidas de mais de 4%.

A petrolífera portuguesa está a beneficiar ainda de um upgrade na recomendação pela casa de investimento Jefferies, que sugere agora um ‘hold’ face ao anterior ‘underperform’ e atribui um preço alvo de 20 euros por ação, ou 40% mais do que o anterior alvo de 14,30 euros.

A corretora considera que o crescimento da produção no campo Bacalhau no Brasil – que arrancou em outubro de 2025 – vai ser um “motor de caixa com preços mais altos do petróleo” devido a um regime fiscal favorável no pré-sal.

A Jefferies também espera altas taxas de utilização em 2026/27 para capturar margens de refinação robustas, enquanto a rentabilidade do setor de midstream é impulsionada pela diferença de preço entre o gás europeu e o americano.

Sublinha ainda que o sentimento dos investidores é ainda mais reforçado pelo facto de a empresa não ter exposição à exploração, produção ou refinação no Médio Oriente, tal como a Repsol.

 

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Galp dispara 4% com preço do petróleo e subida de recomendação

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião