RTP não deve desistir “por dificuldades temporárias” da presença em certos países

Lusa,

"Queria deixar aqui o desafio para os nossos irmãos de Angola para aprofundarmos a participação e a presença da RTP África rádio também em Angola", desafiou o ministro da Presidência, Leitão Amaro.  

O ministro da Presidência defendeu esta quarta-feira que a RTP não deve desistir temporariamente ou por dificuldades temporárias da presença em certos países, designadamente a Guiné-Bissau, e desafiou Angola a aprofundar presença da rádio RTP África no país. António Leitão Amaro falava na comemoração do 30.º aniversário da rádio RTP África, que decorre na Gulbenkian, em Lisboa.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

“Tenho dito ao Conselho de Administração da RTP e agradeço muito a resiliência” dos seus profissionais, “que não vamos desistir temporariamente ou por dificuldades temporárias de presença de um certo país, não vamos desistir da presença e do lugar que deve ter, designadamente na Guiné“, salientou o ministro. “Não vamos e não devemos desistir“, insistiu o governante.

Além disso, “queria deixar aqui o desafio para os nossos irmãos de Angola para aprofundarmos a participação e a presença da RTP África rádio também em Angola“, desafiou o ministro.

“Estamos, enquanto Governo, disponíveis para fortalecer e investir mais na capacidade deste projeto de comunidade, respeitando a identidade, a independência e o interesse próprio de cada um dos países irmãos”, referiu. António Leitão Amaro desafiou ainda outros a juntarem-se, como a CPLP, enquanto comunidade.

“Isto é uma comunidade de irmãos, devemos construí-la enquanto tal, mas podemos fazer mais e podemos juntar outras. A Gulbenkian, com a sua história, o seu presente, o seu futuro, a sua aposta, como seu conhecimento, os seus recursos, vamos juntos aos países irmãos de África”, prosseguiu. “Vamos juntos. Juntos somos mais fortes, tal como RTP e RDP. Juntas são mais fortes”, defendeu. “Da nossa parte, estamos cá, não apenas para dar força nas palavras, mas para pôr os recursos ao serviço das palavras que prometemos“, rematou o ministro que tem a tutela da comunicação social.

RTP África “é um projeto de comunidade”

O ministro da Presidência afirmou ainda que a RTP África “é um projeto de comunidade” e salientou que Portugal nunca teve tantos cidadãos lusófonos a viver no país e que estes são exemplo na integração.

A RTP África “é um projeto de comunidade”, salientou o governante, referindo que é “uma partilha, é a construção de uma comunidade”. “Isto é um espaço, esta RTP África é um espaço de irmãos, um espaço de diálogo, de partilha, de construção de ideias”, reforçou o governante, adiantando que “é de uma comunidade que é cada vez mais integrada, lá e cá”.

Aliás, “nós nunca tivemos tantos cidadãos lusófonos a viver em Portugal e são um exemplo de sucesso na integração“, considerou. “Em décadas, mas nos últimos anos, esse número aumentou muito e são um exemplo de sucesso”, reforço António Leitão Amaro. E, por causa disso, a nacionalidade, vários direitos de residência e do usufruto de vários outros benefícios, incluindo o acesso ao sistema de saúde, tem uma posição desejada que deve ser mantida, referiu.

“Nós em Portugal também precisamos deste sentido de comunidade, porque nós precisamos de acelerar, ajudar, facilitar e cimentar a integração de tantos que nos procuravam e que nós recebemos”, prosseguiu.

Deve ser um espaço dirigido a partir de Lisboa, mas deve ser construído em conjunto para ser ouvido e partilhado em Portugal, seguramente, onde vivem tantos portugueses e cidadãos de países africanos de língua portuguesa que querem partilhar e viver esta comunidade através da RTP África“, referiu.

Portanto, “sim, esse projeto de alargar o alcance e a audiência é tão importante para o território de Portugal, mas é um projeto para a África e para estes países”.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

RTP não deve desistir “por dificuldades temporárias” da presença em certos países

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião