Depois do Irão, EUA vão reavaliar valor da NATO para o país
Aumenta a pressão sobre a Europa, num momento em que países da Aliança - como França, Reino Unido ou Espanha - têm recusado acesso às suas bases aos aviões norte-americanos a caminho do Médio Oriente.
Os EUA vão reavaliar o valor da NATO para o país após o fim da guerra com o Irão, avisou Donald Trump. A saída está “para lá de reconsideração”, atirou o Presidente dos EUA. A afirmação aumenta a pressão sobre a Europa num momento em que países NATO como a França, Reino Unido ou Espanha têm recusado acesso às suas bases aos aviões norte-americanos a caminho do Médio Oriente.
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Depois da recusa de vários países europeus membros da NATO em enviar forças militares para desbloquear Estreito de Ormuz, Trump não tem poupado críticas à Aliança Atlântica. Ao britânico The Telegraph o Presidente americano classificou a Aliança como um “tigre de papel” e quando questionado sobre uma eventual saída dos EUA do tratado de defesa respondeu: “Sim, diria que está para lá de reconsideração. Nunca me deixei influenciar pela NATO. Sempre soube que eles eram um tigre de papel, e Putin também sabe disso, aliás.”
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, passou a mesma mensagem em entrevista à Fox News na terça-feira à noite. “Teremos que reexaminar o valor da NATO e dessa aliança para o nosso país”, disse Rubio em entrevista à Fox News na terça-feira à noite.
“Se a NATO se resume a nós defendermos a Europa em caso de ataque, mas eles nos negarem direitos de acesso a bases quando precisarmos, esse não é um bom acordo. É difícil manter o envolvimento”, referiu o secretário de Estado dos EUA.
As declarações aumentam o estado de tensão das relações entre os EUA e a Europa. Na terça-feira, Donald Trump tinha recorrido à rede Truth Social para atacar o que considera falta de ação e apoio dos países europeus num momento de escalada de conflito no Irão que tem gerado ondas de choque na economia mundial.
Na rede social, Trump avisou o Reino Unido e a França de que os Estados Unidos não estarão disponíveis para os ajudar de futuro, depois da recusa dos dois países NATO em avançar com ações militares contra o Irão. Posições que se seguiram à de Espanha — que proibiu o uso das suas bases e fechou o espaço aéreo do país a aeronaves americanas em trânsito para o Irão —, a de Itália, que recusou que as forças armadas dos EUA utilizassem a base aérea de Sigonella, na ilha da Sicília.
E também a Polónia, outro país da Aliança Atlântica, recusou reenviar equipamento de defesa aérea do país para o Médio Oriente.
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