Eurostat confirma subida da inflação na Zona Euro para 1,9% antes da guerra no Irão

Índice de preços manteve-se, em fevereiro, abaixo da meta do BCE no mês passado. No entanto estes números ainda não refletem o impacto da guerra no Irão, que levou à escalada dos preços da energia.

A taxa de inflação homóloga na Zona Euro avançou para 1,9% em fevereiro, acima dos 1,7% registados em janeiro, confirmou esta quarta-feira o Eurostat. Este crescimento ainda não reflete o impacto da guerra no Irão, o qual apenas deverá espelhado nos números de março.

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Em termos mensais, a variação foi de 0,6%, ficando ligeiramente abaixo da estimativa rápida divulgada no início do mês, que apontava para 0,7%.

“Em fevereiro de 2026, os serviços (+1,54 pontos percentuais), a alimentação, o álcool e o tabaco (+0,48 pontos percentuais) e os bens industriais não energéticos (+0,17 pontos percentuais) contribuíram positivamente para a taxa de inflação anual da zona euro, enquanto a energia (-0,30 pontos percentuais) contribuiu negativamente”, sintetiza o gabinete de estatística europeu.

A Dinamarca (0,5%), Chipre (0,9%) e a Chéquia (1%) registaram as taxas de inflação homóloga, medidas pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), mais baixas. Em sentido oposto, a Roménia (8,3%), Eslováquia (4%) e a Croácia (3,9%) observaram as maiores taxas. Em Portugal, o índice subiu de 1,9% para 2,1%.

Face a janeiro de 2026, a taxa de inflação homóloga caiu em 11 países do bloco europeu e permaneceu estável em quatro e aumentou em 12.

A taxa de inflação na Zona Euro vinha mantendo uma tendência de descida, contudo as perspetivas alteraram-se com o conflito no Médio Oriente, que atirou os preços do petróleo para cima dos 100 dólares por barril, devido aos fortes constrangimentos no Estreito de Ormuz, um importante canal que Donald Trump quer reabrir com a ajuda dos aliados europeus.

Perante a pressão adicional criada pela guerra sobre os preços, vários responsáveis do Banco Central Europeu já vieram alertar que as taxas de juro poderão subir mais depressa do que era esperado pelos investidores, marcando uma inversão do atual ciclo de descidas.

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