Sedes desafia decisores públicos a aproveitar “tragédia” para reformar país
Associação, que defende mudanças estruturais fiscais e reforma do Estado reduzindo os custos para empresas e pessoas, diz que "o difícil em Portugal é fazer e fazer depressa".
O presidente da SEDES – Associação para o Desenvolvimento Económico e Social defende que os decisores públicos devem aproveitar o momento de “tragédia” que o país vive, para promover a reconstrução que o país precisa. Álvaro Beleza criticou a falta de ação, adiantando que “o difícil em Portugal é fazer e fazer depressa“.
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“Nesta altura, na tragédia que enfrentamos, que os decisores públicos se inspirem no Marquês de Pombal, que perante uma grande tragédia aproveitou para fazer a reconstrução do país que precisava“, defendeu Álvaro Beleza, na abertura da conferência final do Fórum Produtividade e Inovação, um projeto da responsabilidade da Fundação AEP e da SEDES, dedicado a identificar soluções orientadas para um modelo de desenvolvimento mais competitivo, que decorre esta tarde na AEP, em Matosinhos.
Para o presidente da SEDES, para fazer esta reforma são precisas três coisas: “Rodearmo-nos de inteligência e saber; visão estratégica; e coragem, para tomar medidas que às vezes são difíceis de entender”.
Nesta altura, na tragédia que enfrentamos, que os decisores públicos se inspirem no Marquês de Pombal, que perante uma grande tragédia aproveitou para fazer a reconstrução do país que precisava.
Numa nota às propostas de reformas estruturais, incluídas no projeto promovido pela SEDES e pela AEP, o responsável destacou que “mais uma vez” vai-se ouvir “falar das reformas que o país precisa para ter crescimento robusto, que responda às necessidades das pessoas”.
Apesar de notar que as ideias defendidas, que incluem propostas fiscais e de para reformar o Estado, são mais um diagnóstico, nota que “o difícil em Portugal é fazer e fazer depressa. Sempre a perder tempo com imediato e dia-a-dia”.

Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP, alertou para o problema de falta de mão-de-obra, destacando que a estrutura demográfica do país está a envelhecer e é preciso responder a um desafio “que é falta de pessoas suficiente para o que é necessário para as nossas empresas, como vamos responder a este desafio e trazê-las de outros países, integrá-las”.
“No futuro precisamos aprender como vamos qualificar as pessoas de acordo com necessidades das empresas”, reforçou, notando que apesar de o país estar em pleno emprego, há 20% de desemprego jovem, o que mostra a “desadequação da oferta às necessidades”.
O presidente da AEP realçou ainda que “a estabilidade e previsibilidade são valores fundamentais” para “criar um ciclo diferença, criar riqueza, a partir de um aumento das exportações”.
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