SIC convoca obrigacionistas devido a acordo com MFE

Rafael Correia,

A SIC procura evitar um reembolso antecipado caso a família Balsemão deixe de ter a maioria do capital social e dos direitos de voto do grupo dono da SIC.

A SIC convocou esta segunda-feira os titulares das Obrigações SIC 2024-2028 para alterar as condições de reembolso antecipado das mesmas, fruto da injeção de capital da Media for Europe (MFE) no grupo Impresa, detentor do canal de televisão.

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Até agora, era possível aos obrigacionistas pedirem um reembolso antecipado caso a família Balsemão deixasse de deter, “direta ou indiretamente, a maioria do capital social e dos direitos de voto da SIC“. A SIC procura agora mudar esta regra para “deixarem de deter, direta ou indiretamente, pelo menos, um terço do capital social e dos direitos de voto da SIC”, como se pode ler na comunicação à CMVM.

Segundo a proposta de ordem de trabalhos comunicada à CMVM, esta alteração surge para “refletir e acautelar os efeitos práticos da reorganização indireta da detenção do capital social da Sociedade em consequência da Transação“. Recorde-se que a Impreger, holding detentora do Grupo Impresa, passará a deter uma posição de 33,738% e a MFE ficará com 32,934%. A Impreger manterá o controlo, sendo lhe imputado mais de 50% dos direitos de voto da Impresa.

Esta alteração ficará condicionada à concretização do acordo entre o Grupo Impresa e a MFE, “produzindo efeitos no exato momento em que ocorra a subscrição pela MFE desse aumento de capital da Impresa”.

A assembleia de obrigacionistas irá ocorrer no dia 6 de fevereiro, sendo que os participantes serão elegíveis a receber um prémio, uma remuneração adicional correspondente a nove cêntimos, ou seja, 0,30% sobre o valor nominal por cada Obrigação SIC 2024-2028. A SIC recorda que “em qualquer caso, e independentemente do número de obrigações detidas”, o prémio “nunca será inferior a um valor mínimo de 30,00 euros”.

Recorde-se que falta ainda a CMVM decidir sobre a necessidade de lançamento de uma OPA, para que a Impresa e a MFE assinem o acordo parassocial, que vai estabelecer as regras e deveres para a convivência entre os dois acionistas principais. No final do ano passado, o grupo Impresa recebeu o ok dos acionistas e da banca.

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