Repórteres Sem Fronteiras defendem imposto sobre gigantes tecnológicas para financiar os media
Perante o que diz ser o colapso da segurança económica dos media, a ONG Repórteres Sem Fronteiras pede às autoridades públicas e privadas que se "comprometam com um 'New Deal' para o jornalismo".
Os Repórteres Sem Fronteiras (RSF) apelam à proteção do pluralismo nos media e à implementação de um imposto sobre os gigantes tecnológicos para financiar informação de qualidade, medidas presentes no New Deal disponível no site da organização.
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Depois do ranking mundial da liberdade de imprensa 2025 ter revelado o colapso da segurança económica dos media, fundamental para a independência editorial das redações e para o pluralismo da informação, os RSF pedem às autoridades públicas e privadas que se “comprometam com um ‘New Deal’ para o jornalismo”, sugerindo algumas recomendações.
Entre as sugestões, a ONG salienta a necessidade de proteger o pluralismo nos media, através da regulação económica, sendo preciso “garantir o pluralismo, não apenas na sua dimensão externa (pluralidade de meios de comunicação no mesmo mercado), mas também na sua dimensão interna (pluralidade de correntes de pensamento expressas nos mesmo meios)”, lê-se no site.
Estabelecer responsabilidade democrática para os anunciantes, fortalecer a informação independente e combater os desertos de informação, bem como incentivar modelos de financiamento híbridos e inovadores, são também conselhos da organização.
A introdução de um imposto sobre as grandes empresas de tecnologia é também uma das medidas apontadas pela ONG, tendo como “objetivo redistribuir todo ou parte do valor indevidamente captado pelos gigantes digitais em detrimento dos media“, sendo que a receita proveniente deste imposto seria redirecionada para os meios de comunicação, de forma a financiar informação de qualidade, refere a organização.
Além disso, a “concessão de subsídios públicos ou privados aos media deve ser baseada em critérios objetivos, transparentes e acessíveis ao controlo da sociedade civil”, refere a organização, acrescentando que a Lei Europeia da Liberdade dos Meios de Comunicação Social (EMFA) é um bom exemplo de regulação nesta matéria.
O fortalecimento da educação mediática e a formação de jornalistas para combater o enfraquecimento dos meios de comunicação públicos também são objetivos traçados pela ONG.
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