Comissão de acompanhamento dos fundos europeus no Parlamento vai produzir relatório final
Hugo Soares justificou proposta de criação da comissão com "grande preocupação sobre a execução quer do PRR quer do PT2030" e com o facto de Portugal não se poder "dar ao luxo de desperdiçar" fundos.
A Comissão Eventual de Acompanhamento da Execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Programa Portugal 2030 (PT2030), proposta pelo PSD e CDS, vai funcionar até ao final da legislatura e, no final do seu mandato, terá de apresentar um relatório final da sua atividade.
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Esta comissão, cuja criação esteve envolta em críticas, tem por objetivos “garantir a transparência ao nível da informação partilhada” e criar uma análise “rigorosa da execução, da monitorização e da fiscalização dos dois programas, envolvendo todos os partidos com assento parlamentar na Assembleia da República”, lê-se na Resolução da Assembleia da República, publicada esta terça-feira, mas que tem data de 21 de junho.
Como todas as comissões parlamentares, esta também poderá realizar, “sempre que os seus membros entendam por conveniente”, audições a membros do Governo, especialistas e entidades com responsabilidade efetiva na execução do PRR e do PT2030.
O líder da bancada social-democrata, Hugo Soares, justificou a proposta de criação desta comissão com “a grande preocupação sobre a execução quer do PRR quer do PT2030″ e com o facto de Portugal não se poder “dar ao luxo de desperdiçar uma capacidade de financiamento nunca antes existente”.
O PS estava contra a criação desta comissão por considerar que não dará mais relevância ao acompanhamento da execução dos fundos comunitários. “Cabe ao atual Governo continuar o trabalho que recebeu do anterior Governo do Partido Socialista e executar proativamente os fundos atribuídos a Portugal”, disse na altura o deputado do PS, Jorge Botelho. Todos os propósitos citados para justificar a criação desta comissão podem ser assegurados pela comissão do Poder Local e Coesão Territorial, disse.
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