Regulador aprova parcialmente aumento de taxas aeroportuárias contestado por companhias aéreas
Autoridade Nacional de Aviação Civil aprovou parte da proposta da ANA para o aumento no próximo ano, mas quer informações adicionais sobre os valores de três taxas.
A contestação das companhias aéreas não travou a aprovação da proposta de subida das taxas aeroportuárias feita pela ANA, a concessionária. A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) deixou, no entanto, em suspenso algum dos aumentos pretendidos.
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“No aeroporto de Lisboa, as taxas reguladas, em termos gerais, apresentam um aumento médio de cerca de 12,45%“, indica o regulador num comunicado divulgado esta sexta-feira.
A subida fica abaixo dos 16,98% propostos pela ANA, porque a ANAC manteve suspensa a decisão relativa à “modulação de CO2 nas taxas de aterragem, da taxa de PMR (passageiros de mobilidade reduzida) e respetiva modulação e da taxa de segurança”, considerando que “a informação disponibilizada pela concessionária no processo de consulta tarifária não é suficiente para permitir uma decisão final“.
O mesmo acontece em relação ao Porto e Faro, para quais foram aprovados aumentos médios de 7,39% e 7,41%, respetivamente. O que fica abaixo da proposta de 11,92% e 11,35% da ANA. Já nas regiões autónomas avançam os aumentos previstos de 7,47% nos Açores e de 7,92% na Madeira. o mesmo acontece em Beja (8,77%).
A ANAC notificou a ANA da decisão, solicitando à concessionária que no prazo de 15 dias úteis envie ao regulador elementos e informações que permitam tomar uma decisão final. O que significa que os valores pretendidos pela ANA ainda poderão ser aceites.
A Ryanair emitiu esta sexta-feira um comunicado onde contesta a aprovação pela ANAC das taxas propostas pela ANA para 2024, assumindo que o aumento será mesmo de até 17%.
A companhia low cost diz que “reduziu ainda mais os voos para Faro e o Porto para o verão de 2024 na sequência da decisão bizarra de aprovar os aumentos injustificados de até 17% pela ANA a partir de janeiro de 2024″.
“Estes aumentos excessivos e injustificados vão prejudicar a conectividade de Portugal, o turismo e os empregos, em particular na Madeira e nos Açores, cujas economias dependem do tráfego aéreo para o continente e o resto da Europa”, acrescenta a Ryanair.
A companhia de voos de baixo custo já tinha anunciado em novembro que iria reduzir um avião na base da Madeira e diminuir o tráfego em Faro e no Porto para o verão de 2024. Encerrou também a base em Ponta Delgada.
Além destes cortes, a transportadora aérea afirma que decidiu esta sexta-feira “reduzir ainda mais a capacidade em 40 rotas nas bases de Faro e do Porto em consequência direta” da subida das taxas para o próximo ano.
Além da Ryanair, também a Easyjet veio contestar publicamente a subida anunciada pela ANA.
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