Costa admite novo travão ao aumento das rendas

Governo está a "ponderar" sobre o coeficiente de atualização às rendas em 2024, de forma a que seja encontrada uma "solução equilibrada" que não desincentive os proprietários nem crie "ruturas".

O primeiro-ministro admitiu esta quarta-feira que o Governo está a “ponderar” qual será o coeficiente de atualização” às rendas no próximo ano, de forma a que seja encontrada uma “solução equilibrada” que não “desincentive os proprietários de colocarem as casas no mercado” de arrendamento, mas que também não crie “situações de rutura social”.

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“A questão de fundo do aumento do custo da habitação é o que procuramos resolver com o programa Mais Habitação”, afirmou António Costa, em declarações transmitidas pela RTP3, sublinhando, no entanto, que no que toca às rendas o Executivo está “a ponderar qual [será] o coeficiente de atualização do próximo ano”.

A inflação que serve de base à atualização das rendas fixou-se nos 6,94% em agosto, pelo que caso o Executivo decida não aplicar qualquer travão a esta subida – tal como aconteceu este ano em que vigorou um limite de 2% para a atualização das rendas – este será o valor de referência para o aumento da generalidade dos contratos de arrendamento.

O primeiro-ministro realça que ainda nada está definido, contudo, lembra que a inflação estimada para o próximo ano “implicaria um grande aumento das rendas“. Neste contexto, o Executivo vai “falar com as associações de proprietários e com as associações de inquilinos e procurar o valor que seja mais próximo possível daquilo que é possibilidades das famílias e também do que é o valor fixado na lei”, elencou.

“Se queremos um mercado de arrendamento também temos de ter um mercado de arrendamento que seja estável e previsível”, afirmou Costa, sublinhando que, o objetivo é encontrar uma “solução equilibrada que nem desincentive os proprietários de colocarem as casas no mercado“, mas, que ao mesmo tempo, “não crie situações de rutura social”.

Minutos depois, à saída da concertação Social, o ministro das Finanças indicava um novo travão às rendas era “inequívoco” para 2024. “Não está aprovado no Governo qual forma em que esse mecanismo se vai realizar, mas é inequívoco que se realizará”, disse Fernando Medina, que realçou, por outro lado, que durante o mês de setembro serão aprovados dois diplomas “com impacto muito importante na vida de milhões de famílias”.

Um diploma que estabilizará durante dois anos o valor das prestações do crédito à habitação, dando mais confiança às famílias, e um segundo diploma que alargará o apoio à bonificação dos juros para as famílias que estão numa situação de maior pressão do seu endividamento. “Iremos reforçar de forma muito efetiva a rede de segurança das famílias portuguesas”, sublinhou Medina.

O Chefe do Governo admitiu ainda que os elevados custos do alojamento são “a maior barreira de acesso ao ensino superior para muitos estudantes deslocados”, mas garantiu que está a ser feito “um investimento gigantesco” na construção de residências públicas, lembrando que o objetivo do Governo é até 2026 duplicar o número de camas disponíveis. Além disso, lembrou que o Executivo reforçou o subsídio de alojamento destinado aos alunos bolseiros do Ensino Superior.

(Notícia atualizada pela última vez às 19h14)

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