Governo esclarece posição sobre redução das portagens no interior até 15 de fevereiro
Ministra da Coesão Territorial compromete-se a esclarecer posição do Governo quanto à redução das portagens no interior e A22 até dia 15 de fevereiro. Mas admite que representam "custo de contexto".
O Governo vai esclarecer “de uma vez por todas” que posição tem “relativamente às portagens no interior e na A22” até à próxima reunião com os responsáveis da Plataforma P’la Reposição das SCUT A23 e A25, marcada para 15 de fevereiro. O compromisso foi assumido esta quinta-feira pela ministra da Coesão Territorial, que acredita que as portagens no interior “são mesmo um custo de contexto”.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
“Atualmente, temos descontos nas portagens no interior, mas também temos no Grande Porto e noutros territórios que não são do interior. O Sr. ministro das Infraestruturas [João Galamba] reuniu com a plataforma da A23 e A25. Eu não pude estar, mas deu nota da nossa preocupação. A próxima reunião é dia 15 de fevereiro e, até lá, vamos trabalhar dentro do Governo para dar uma resposta que esclareça de uma vez por todas qual é a posição do Governo relativamente às portagens no interior e na A22″, disse Ana Abrunhosa na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, que decorreu de forma descentralizada em Castelo Branco.
Seja qual for a conclusão, para a ministra da Coesão Territorial, uma coisa é certa: “Nestes territórios, [as portagens] são mesmo um custo de contexto e, portanto, a redução das portagens não constitui um enviesamento à política pública de fomentar o uso de transportes coletivos, não devendo nós também de abandonar o esforço de nestes territórios termos transportes coletivos sustentáveis e mobilidade suave.”
Em causa, explicou Ana Abrunhosa, está a questão de saber se a redução das portagens no interior choca ou não com a política de incentivo do uso de transportes públicos. À primeira vista, é o que acontece: “Obviamente que reduzir as portagens é, em si, contraditório com uma política pública que deve criar incentivos para o uso dos transportes coletivos. No interior, temos de trabalhar muito para a criação de um sistema de mobilidade que não existe”, declarou a ministra.
No entanto, Ana Abrunhosa admitiu que “não temos nem vias alternativas nem transportes coletivos que substituam a viaturas individuais”. Por isso, “não existindo, as portagens são mesmo um custo de contexto, justificando-se neste racional a redução das portagens”, indicou.
Além disso, a ministra da Coesão lembrou que já foi feita “alguma redução das portagens” no interior e “consta do atual Orçamento do Estado uma norma programática que prevê que se crie um grupo de trabalho entre vários Ministérios (Ambiente, Infraestruturas, Finanças e Coesão Territorial) no sentido de se criar, planificar e repensar bem o modelo de transporte público coletivo e sustentável e, nesse contexto, se reavaliarem os descontos que existem no país para as portagens”.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Governo esclarece posição sobre redução das portagens no interior até 15 de fevereiro
{{ noCommentsLabel }}