Concorrência acusa sete laboratórios e ANL de participação em cartel em testes Covid e análises

A participação em cartel na prestação de análises clínicas e testes à Covid terá durado, pelo menos, entre 2016 e 2022. A ANL recusa a acusação da Autoridade da Concorrência.

A Autoridade da Concorrência (AdC) acusou sete laboratórios e a Associação Nacional de Laboratórios Clínicos (ANL) de participação em cartel na prestação de análises clínicas e testes à Covid. Em comunicado, a associação empresarial rejeita “firmemente” a acusação e lamenta que o regulador não tenha “em qualquer momento” tentado obter “esclarecimentos sobre os factos em questão”.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

“O cartel em causa, estabelecido entre os laboratórios visados por via da sua participação na direção da associação visou a fixação dos preços aplicáveis à prestação de análises clínicas e ao fornecimento de testes Covid-19, bem como a repartição do mercado e de fontes de abastecimento, incluindo o compromisso de não-angariar/contratar trabalhadores dos grupos laboratoriais concorrentes (prática designada por “no-poach”)”, aponta o regulador, em comunicado, não divulgando, no entanto, os nomes dos grupos de laboratórios e a associação em causa.

A entidade ainda liderada por Margarida Matos Rosa acrescenta que a concentração entre os sete principais grupos laboratoriais a operar em Portugal “ter-lhes-á permitido aumentar o seu poder negocial face às entidades públicas e privadas com as quais negociaram o fornecimento de análises clínicas e de testes Covid-19, levando à fixação de preços potencialmente mais elevados do que os que resultariam de negociações individuais no âmbito do funcionamento normal do mercado, impedindo ou adiando a revisão e a redução dos preços. De acordo com o regulador, a prática terá durado, pelo menos, entre 2016 e 2022.

A AdC sublinha ainda que esta nota de Ilicitude “não determina o resultado final da investigação”, pelo que as empresas visadas têm oportunidade de exercerem o seu direito de defesa em relação à acusação.

A ANL já reagiu, referindo que “refuta firmemente as conclusões que constam da nota preliminar da Autoridade da Concorrência” e garante que contribuiu a pedido do Estado português, de forma decisiva para ajudar a superar as fragilidades e constrangimentos que assolaram o Serviço Nacional de Saúde durante um período de especial fragilidade”, mantendo uma postura de ” transparência com todas as autoridades”.

Em comunicado, esta associação empresarial garante ainda que esta nota de ilicitude será “no momento e locais próprios, alvo de contraditório e refutação” e lamenta que ao longo da investigação a AdC “não tenha, em qualquer momento, procurado obter junto da ANL esclarecimentos sobre os factos em questão”.

(Notícia atualizada pela última vez às 18h42)

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Concorrência acusa sete laboratórios e ANL de participação em cartel em testes Covid e análises

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião