Indústrias do Norte reduzem horas de trabalho para poupar energia

  • ECO
  • 1 Novembro 2022

Nove em cada dez empresas que recorrem ao lay-off optam por reduzir o horário sem suspender o contrato do trabalhador. Cerâmica, têxtil, calçado e agroalimentar são os setores mais afetados.

O aumento dos custos da energia, acompanhado pela quebra de encomendas e a falta de matéria-prima, fez com que o número de reduções de horário de trabalho ao abrigo do lay-off tradicional tenha ultrapassado até setembro os valores verificados no total do ano passado, com a Segurança Social a registar 52.875 beneficiários este ano, contra 46.161 nos 12 meses de 2021.

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Os dados oficiais noticiados pelo JN (acesso pago) mostram que nove em cada dez empresas que recorrem ao lay-off optam por reduzir o horário sem suspender o contrato do trabalhador, que fica com o vencimento reduzido em dois terços. Esta outra modalidade da suspensão temporária abrangeu 6.771 funcionários em 2022, o que compara com 36.882 casos no ano passado, em contexto de pandemia.

Andrea Araújo, membro da comissão executiva da CGTP-IN indica ao jornal que “é a Norte que mais relatos deste tipo de dificuldades têm chegado, nomeadamente nas empresas cerâmicas, têxteis, de calçado e de agroalimentar”. O líder da associação têxtil (ATP), Mário Jorge Machado, confirma o corte da atividade “em número de dias” para poupar energia, mas sustenta que o lay-off “é uma ferramenta importante para proteger postos de trabalho” e “evita um mal maior, que é o despedimento”.

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