“Conflitualidade” nas relações laborais é “responsabilidade da Portway”

  • Lusa
  • 12 Abril 2022

"Recordamos que se mantém em vigor (para já, até 30 de junho) o nosso pré-aviso de greve aos feriados em escala", sublinhou o sindicato.

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) disse esta terça-feira que a “conflitualidade e o mal-estar” nas relações laborais “é da responsabilidade da Portway”, pela “não aplicação ou aplicação enviesada” do Acordo de Empresa de 2020.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

“Na sequência dos plenários que realizámos com os trabalhadores dos vários aeroportos, onde apresentámos a proposta final da Portway, a decisão foi clara e inequívoca: rejeitar a proposta da empresa”, indicou em comunicado, salientando que, “entretanto, e nessa sequência”, o grupo de handling (assistência em terra nos aeroportos) “requereu à DGERT/Ministério do Trabalho um processo de prevenção de conflitos com todos os sindicatos”.

Segundo o Sitava, na reunião, “a empresa informou pretender um AE [Acordo de Empresa] único aplicável a todos os trabalhadores, mas quis colocar o ónus da apresentação de propostas do lado dos sindicatos” o que para a estrutura sindical “é inaceitável”.

“Da nossa parte, reiterámos que a conflitualidade e o mal-estar cada vez mais latente nas relações laborais na empresa é da responsabilidade da Portway, designadamente pela não aplicação (ou aplicação enviesada) do AE de 2020, designadamente no que diz respeito à organização dos tempos de trabalho, pagamento dos feriados em escala ou avaliação de desempenho”, referiu o Sitava.

O sindicato lamentou que “só agora, ao final de dois anos da publicação do AE de 2020” é que a empresa “assumiu o cumprimento de algumas matérias relacionadas com a organização dos tempos de trabalho, o que é absolutamente lamentável, mais parecendo haver conluios com interesses obscuros”.

O Sitava assegurou que “a muito custo a empresa lá assumiu que o que pretende é congelar as carreiras em todos os acordos, seja o de 2020, seja o de 2016 ou o de 2022”.

“Temos mantido uma postura séria, coerente e responsável, não embarcando no populismo fácil, mas efetivamente enquanto a Portway não assumir que quer ser uma empresa estruturada e estruturante no setor, com responsabilidade social e, como tal, estável e que ofereça condições dignas aos seus trabalhadores (designadamente perspetivas de carreira e de futuro), estaremos sempre mais longe de acordar o que quer que seja”, indicou a estrutura sindical.

“Nesse sentido, ainda que estejamos sempre disponíveis para dialogar com a empresa, o que consideramos urgente e pertinente é a aplicação correta do AE de 2020”, referiu, revelando que se encontra “marcada uma nova reunião para dia 19 de abril”.

No que diz respeito ao requerimento à DGERT de um processo de conciliação sobre o pagamento dos feriados em escala, “encontra-se marcada reunião para dia 20 de abril”, revelou o Sitava.

“Recordamos que se mantém em vigor (para já, até 30 de junho) o nosso pré-aviso de greve aos feriados em escala, com o objetivo de proteger os trabalhadores destas arbitrariedades cometidas pela empresa, sempre em claro prejuízo dos mesmos de sempre”, lê-se na mesma nota.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

“Conflitualidade” nas relações laborais é “responsabilidade da Portway”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião