Vendas de malparado dão prejuízo de meio milhão ao Novobanco
A instituição, liderada por António Ramalho, esclarece, a pedido da CMVM, que a venda das carteiras Orion e Harvey vão ter "um impacto negativo de 500 mil euros" nos resultados de 2021.
A venda de carteiras de crédito malparado, no final de dezembro, resulta num prejuízo de meio milhão de euros nas contas do Novobanco em 2021. Em comunicado, ao mercado, o banco indica que o projeto Orion teve um impacto positivo de 3,9 milhões de euros, ao contrário do projeto Harvey, que resultou num prejuízo de 4,4 milhões de euros.
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Na nota de esclarecimento, pedido pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Novobanco indica que “a concretização das transações acima mencionadas, nos termos acordados, deverão no seu conjunto ter um impacto negativo de c.500 mil euros na demonstração de resultados de 2021″.
A carteira Orion, que incluía mais de 12 mil empréstimos, foi vendida a 23 de dezembro a um consórcio de fundos geridos pela britânica West Invest e pela LX Partners (LXP), sediada no Luxemburgo. Este portefólio, que em setembro de 2021 tinha um valor nominal de 231,3 milhões de euros, foi vendido com um desconto de 70%, ou seja por 64,7 milhões de euros. Agora ” deverá ter um impacto positivo de c.3,9 milhões de euros” nas contas de 2021, assinala a instituição no comunicado enviado à CMVM.
Já a carteira Harvey, vendida a 27 de dezembro, era constituída por crédito malparado de grandes devedores com o valor bruto de 164 milhões de euros. Também foi vendida por um desconto de cerca de 70%, por 52,3 milhões. O comprador foi o fundo Deva, em consórcio com a Arrow – neste caso, uma subsidiária do grupo, a AGG Capital Management. Esta operação, ao contrário da anterior, “deverá ter um impacto negativo de c.4,4 milhões de euros”, lê-se no comunicado.
A conclusão destas operações vai permitir ao Novobanco terminar o ano com um rácio de NPL (non performing loans) na casa dos 5%. Depois de anos de prejuízos milionários, a instituição teve lucros de 159 milhões de euros até setembro, com António Ramalho a destacar o “virar de página” rumo a uma rota de crescimento e resultados positivos.
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