Iniciativa Liberal quer flexibilização dos impostos e contribuições sociais por mais três meses
O Iniciativa Liberal propõe que no Orçamento Suplementar fique fixado o alargamento de 30 de junho para 30 de setembro do prazo do regime excecional do pagamento de impostos e contribuições sociais.
O Iniciativa Liberal apresentou na Assembleia da República uma proposta de alteração ao Orçamento Suplementar que prolonga, por mais três meses, o regime excecional de pagamento em prestações para dívidas tributárias e dívidas à Segurança Social. Esta flexibilização deverá terminar, no quadro atualmente em vigor, no fim de junho, mas João Cotrim de Figueiredo sugere que se estenda até 30 de setembro.
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No Orçamento Suplementar entregue pelo Governo no Parlamento no início do mês, explica-se que a flexibilização em causa aplica-se às “dívidas tributárias” e às “dívidas de contribuições mensais devidas à Segurança Social” relativas ao período entre 9 de março e 30 de junho. O Iniciativa Liberal propõe, contudo, que esse prazo seja estendido para 30 de setembro, “tendo em conta a debilidade de retoma” e a “difícil situação de tesouraria” de muitas empresas portuguesas face à pandemia de coronavírus.
“Pretende-se também que nestas situações fique explícito que não impedem a obtenção de certidões de não dívida“, acrescenta-se na mesma proposta. Isto enquanto nos casos em que pagamentos prestacionais previstos neste regime estiverem a ser cumpridos.
Em março, o Governo anunciou a flexibilização do pagamento dos impostos e das contribuições para a Segurança Social. Os pagamentos das retenções na fonte do IRS e de IRC devidos a 20 de abril, 20 de maio e 20 de junho passaram a poder ser feitos em prestações. Também o pagamento do IVA passou a poder ser pago em três ou seis levas. E as contribuições sociais devidas entre março e maio foram, por sua vez, reduzidas a um terço, tendo ficado fixado que o valor remanescente seria pago no segundo semestre, de uma vez ou em prestações.
Segundo adiantou, na terça-feira, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, “só em diferimento de impostos foram mais de mil milhões de euros”, nos primeiros meses, a pedido das empresas. António Mendonça Mendes detalhou que “o índice de incumprimento das empresas foi de 7%” até ao momento no primeiro mês, o que é um “número bastante baixo”.
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