BMW já tem 200 pessoas nos centros tecnológicos lusos. Quer mais do que duplicar em 2019

Há dois meses, a BMW juntou-se à Critical Software para formar a Critical Tech Works e já recrutou 200 pessoas. O objetivo é chegar às 500, até ao final do próximo ano, garantem os responsáveis.

Foi apenas há dois meses que a BWM uniu forças com a portuguesa Critical Software, mas já há 200 pessoas a trabalhar sobre a alçada dessa joint-venture, nos centros tecnológicos em Lisboa e no Porto. “Estamos operacionais há dois meses e já há 200 pessoas a trabalhar nos nossos produtos”, revelou Christoph Grote, vice-presidente do grupo alemão para a área eletrónica, num encontro com jornalistas, esta manhã, no Web Summit. Segundo o responsável, até ao final do ano, esse número deverá subir para 230 e mais do que duplicar, em 2019, atingindo os 500 colaboradores.

“Portugal é um lugar muito interessante em termos de talento”, sublinhou Grote, referindo que o recrutamento está a “correr muito bem”. A parceria entre estas duas empresas espelhou-se na instalação de dois centros, um na capital, outro na Invicta.

De acordo com o vice-presidente da BMW para a área de gestão de informação, cerca de dois terços das atuais duas centenas de trabalhadores estão concentrados no Porto, o que se justifica, em parte, pela proximidade da cidade a universidades focada nas engenharias. “Estamos a criar um cérebro informático no Porto”, reforçou, nesse sentido, Klaus Straub.

Os responsáveis adiantaram ainda que o trabalho destas duas equipas sediadas em Portugal tem como foco a Internet das Coisas, a Inteligência Artificial, a Big Data e a interface entre máquina e condutor, nomeadamente no que diz respeito à conectividade entre automóveis.

“Não são apenas programadores a seguir instruções, estão a moldar o produto”, acrescentou Grote. Por isso, os trabalhadores recrutados para esta joint-venture têm passado algum tempo (até um mês) nos escritórios alemãs da BMW para “absorver a cultura” da empresa. “Queremos que as equipas se sintam parte da BMW”, sublinhou o mesmo responsável.

Segundo Grote, a maioria desses colaboradores são portugueses, embora haja também alguns de origem francesa e espanhola. Além disso, é importante realçar que dos 200 funcionários atuais, 100 a 150 já estavam a trabalhar na Critical Software. “Não queríamos começar do zero”, explicou, referindo que a parceria com a tecnológica portuguesa é “a longo termo”.

A joint-venture em causa é detida em 51% pela BMW e 49% pela Critical Software, empresa tecnológica de Coimbra liderada por Gonçalo Quadros.

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