Direto Terminou o Web Summit. “Conseguimos”, diz Marcelo que deixou três novos desafios

O Web Summit 2018 está quase a chegar ao fim. Acompanhe aqui, em direto, os principais momentos do último dia do evento, a partir da Altice Arena, em Lisboa. Ainda há muitos testemunhos para ouvir.

A terceira edição do Web Summit está a chegar ao fim. Foram mais de 70.000 os participantes que estiveram em Lisboa nos últimos quatro dias para acompanhar aquela que é considerada a maior feira de tecnologia, inovação e empreendedorismo da Europa, e uma das maiores do mundo.

Mas antes do encerramento, ainda existem muitos testemunhos para ouvir. Neste direto, acompanhe os principais momentos a partir da maior sala de espetáculos do país, a Altice Arena, onde está montado o palco principal do evento.

(Acompanhe também aqui toda a cobertura do ECO relativa ao Web Summit 2018)

8 Novembro, 201810:27

Bom dia.

Chegou o último dia do Web Summit e nós já aqui estamos sentados numa das bancadas da Altice Arena. Com cafeína nas veias, claro.
No palco está Paddy Cosgrave, o fundador da empresa promotora da maior conferência de tecnologia, empreendedorismo e inovação da Europa.
8 Novembro, 201810:29

Paddy Cosgrave pede a toda a gente que se levante. Desce do palco e vem para junto da multidão. Pergunta a algumas pessoas de onde vêm. “Alemanha”, diz uma delas.

A ideia é as pessoas digitalizarem as credenciais umas das outras, para expandirem as suas redes de contactos na aplicação oficial do evento.
Ao fundo da Altice Arena, a plateia está repleta de estudantes, a quem lhes foi dada a oportunidade de marcarem presença neste dia do evento — à semelhança dos outros dias, e das edições anteriores.
8 Novembro, 201810:33

Depois deste breve e curioso momento de networking, sobe ao palco Raffi Krikorian, administrador tecnológico do Comité Nacional Democrata dos Estados Unidos. Acabou de chegar a Lisboa num voo que aterrou esta manhã.

Fala-se de hacking e de eleições. Denuncia que existiram anúncios enganadores a circular nas redes sociais para evitar que os norte-americanos fossem votar nas eleições desta terça-feira, uma forma de promoção da abstenção que os democratas querem combater.
8 Novembro, 201810:35

Uma das formas que Raffi Krikorian diz que os democratas estão a usar para combater estas manobras de manipulação das massas é detetá-las e denunciá-las às empresas que gerem as redes sociais, como o Facebook e o Twitter.

Assume ainda que espera que as plataformas façam mais para detetar a origem destas campanhas e quem as está a financiar.
8 Novembro, 201810:39

“É muito difícil detetar e travar estes ataques” que tentam criar desordem nos processos eleitorais. “Precisamos de ajuda do governo norte-americano”, confessa Raffi Krikorian, administrador tecnológico do Comité Nacional Democrata dos Estados Unidos.

Fala de um caso em que foram feitas simulações de ataques a várias organizações. Um deles conseguiu passar sem ativar qualquer alarme. Quando foi detetado, foi denunciado às autoridades, e só depois se percebeu que era um falso alarme, uma simulação. Usa o exemplo para ilustrar a dificuldade em detetar ataques informáticos.
8 Novembro, 201810:44
key Democratas: “Fake news não se combatem com algoritmos”

Raffi Krikorian, administrador tecnológico do Comité Nacional Democrata (DNC), dá agora uma opinião pouco popular numa conferência de tecnologia.

Diz que, para travar as propaganda de desinformação nas redes sociais, não basta ter “algoritmos”. “É preciso ter humanos a trabalhar neste problema”, garante. “Temos de fazer com que se pareça mais com o mundo real”, atira.
Também pede mais regulação às redes sociais: “Sim, eu quero mais regulação às redes sociais”.
8 Novembro, 201810:49
key Democratas: “Fake news não se combatem com algoritmos”

Raffi Krikorian, administrador tecnológico do Comité Nacional Democrata (DNC), dá agora uma opinião pouco popular numa conferência de tecnologia.

Diz que, para travar as propaganda de desinformação nas redes sociais, não basta ter “algoritmos”. “É preciso ter humanos a trabalhar neste problema”, garante. “Temos de fazer com que se pareça mais com o mundo real”, atira.
Também pede mais regulação às redes sociais: “Sim, eu quero mais regulação às redes sociais”.
8 Novembro, 201810:53

Sobe agora ao palco Ben van Beurden, presidente executivo da petrolífera Shell. Vai falar sobre big tech e big oil, ou sobre como as tecnológicas podem evitar os erros cometidos no passado pelas grandes petrolíferas.

A palavra chave é “confiança”. E Beurden começa por perguntar à plateia do Web Summit se confia nele para “produzir petróleo com segurança”. Curiosamente, ninguém respondeu.
Sobre as lições tiradas dos erros do passado, fala em três passos essenciais:
1 – Pedir desculpa.
2 – Corrigir o problema.
3 – Aprender a lição.
8 Novembro, 201811:01
Shell: “Garantam que criam produtos relevantes”

Ben van Beurden, CEO da Shell, dá alguns conselhos aos empreendedores: “Garantam que criam produtos relevantes para a sociedade”, diz, salientando que, no caso da Shell, “a energia está em todo o lado” e praticamente tudo envolve a “petroquímica”.

Assume que “a confiança é difícil de conquistar” e que, para tal, as empresas têm de ser “o mais transparentes possível”.
“A transparência é o que as pessoas precisam para poderem decidir se confiam em vocês ou não”, atira o gestor de uma das maiores petrolíferas mundiais.
“Não dêem ao público uma única razão para não confiar em vocês”, conclui o gestor.
8 Novembro, 201811:05
Shell: Grandes tecnológicas “foram muito arrogantes”

Depois desta intervenção, Ben van Beurden, CEO da Shell, é sujeito às perguntas de uma jornalista da Bloomberg. “Se faz um produto que a sociedade realmente precisa, tem de conseguir gerar lucros a partir dele. É a única forma de conseguir que o produto continue a existir de forma sustentável”, refere o gestor.

Parece que o presidente executivo da petrolífera Shell está a dar uma lição de “humildade” às grandes tecnológicas. Assume, sem referir nomes, que “durante muito tempo, as grandes tecnológicas foram muito arrogantes”.
8 Novembro, 201811:08

keykey Shell: “É preciso pôr mais mulheres na administração das empresas”

A Shell tem uma mulher como número dois na empresa: Jessica Uhl é administradora financeira. O board da Shell tem ainda outras duas mulheres em cargos de topo.

Questionado sobre como garantir que as mulheres têm um papel cada vez mais relevante nas administrações das grandes empresas, Ben van Beurden é pragmático e responde: “É preciso pôr mais mulheres nos conselhos de administração”.

8 Novembro, 201811:09
keykey Shell: É preciso pôr mais mulheres nas administrações das empresas

A Shell tem uma mulher como número dois na empresa: Jessica Uhl é administradora financeira. O board da Shell tem ainda outras duas mulheres em cargos de topo.

Questionado sobre como garantir que as mulheres têm um papel cada vez mais relevante nas administrações das grandes empresas, Ben van Beurden é pragmático e responde: “É preciso pôr mais mulheres nos conselhos de administração”.
8 Novembro, 201811:18

Agora, no palco principal do Web Summit, estão duas influencers: Paige VanZant, fighter do Ultimate Fighting Championship (UFC) e Charlotte McKinney, atriz e modelo.

Paige VanZant diz que um dos segredos para conquistar um grande público nas redes sociais é a “autenticidade”. Atualmente, diz que publica menos anúncios e mais conteúdo que lhe interessa genuinamente.
VanZant diz que não encontra grande dificuldade em escolher o que publicar no Instagram: “Para mim, não há uma estratégia. Basta encontrar uma fotografia que gosto de mim ou do meu trabalho”.
McKinney discorda: “Acho importante ter uma estratégia para o Instagram”. Diz que abriu recentemente um canal no YouTube e que gosta de “partilhar momentos da vida” na plataforma da Google.
8 Novembro, 201811:39

Por aqui, no palco principal do Web Summit, os trabalhos continuam. Eugene Chung é o fundador e CEO da Penrose Studios, que tem o artista Will.I.Am como um dos acionistas desde este verão.

Promete “grandes novidades” para esta apresentação. E vai haver direito a perguntas: há um microfone no centro do Altice Arena. Mas ainda vamos ter de esperar mais um pouco para ver o que vai acontecer.
Eugene Chung está a falar de storytelling: como evoluiu e como pode evoluir daqui para a frente. E está neste preciso momento a falar com uma personagem. Parece que a animação está a ser gerada em tempo real.
8 Novembro, 201811:45

Ok, isto foi estranho.

Os participantes do Web Summit puderam agora mesmo falar com uma personagem animada em tempo real, que não só respondeu corretamente às perguntas, como ainda elogiou a “blusa cor-de-rosa” de uma das participantes que ousou falar ao microfone.

Não, não é inteligência artificial. Foi fácil ver que tudo estava a ser filmado e que, algures na Altice Arena, estariam uma atriz a ver tudo e a responder às questões. Mas o boneco estava a expressar as mesmas emoções que a atriz, o que não deixa de ser uma manobra muito interessante de se ver.
8 Novembro, 201811:55
key Portugal deverá começar a exportar canábis medicinal em 2019

O Web Summit ouve agora o líder de uma empresa cotada que comercializa de canábis para fins medicinais, a Tilray. A empresa também está presente em Portugal.

“É uma oportunidade global. É errado pensar que a indústria do canábis se resume à Califórnia. Está a haver uma mudança global de paradigma”, diz Brendan Kennedy, confrontado por um jornalista da Fortune sobre as críticas de que as ações da Tilray estão sobrevalorizadas.
A empresa está cotada no Nasdaq, em Wall Street, e tem um valor de mercado de 13 mil milhões de dólares, de acordo com o Google Finance.
A Tilray já tinha anunciado um investimento em Portugal de cerca de 20 milhões de euros até 2020 e está a construir uma unidade de produção de canábis medicinal em Catanhede.
“Portugal tem o clima ideal para cultivar canábis”, diz o CEO da Tilray. “Estamos contentes e esperamos começar a exportar canábis da fábrica em Portugal para a União Europeia no próximo ano”, garante.
8 Novembro, 201812:10

David Schneider, cofundador da That Lot, aproveita agora a oportunidade para dar conselhos aos empreendedores sobre como prepararem um pitch memorável.

Aqui ficam alguns:

8 Novembro, 201812:17

Começa o painel How to fix your shitty pitch. Além de David Schneider, que acabou de falar e até dançou no palco, está cá a diretora da Intel Capital, Christine Herron, e o presidente executivo da Crunchbase, Jager McConnell.

“Vejo muita gente a fazer sempre o mesmo pitch. Acho que é uma ideia mesmo má”, defende Jager McConnell. Sobre os erros mais óbvios, aponta que muitos empreendedores dizem que os seus produtos “são para toda a gente”, ou “para todo o país”, e não fazem ideia de quem é realmente o público que querem impactar.
Saber quem são os alvos é importante para conhecer a verdadeira “dimensão do mercado”, que define, desde logo, o potencial de uma ideia ou de um produto.
Christine Herron, por sua vez, diz que os empreendedores, durante um pitch, devem dizer logo quem são e o que fazem. Fala em várias situações em que só no meio ou no final dos pitches é que percebeu o que eram os produtos que estavam a ser apresentados.
8 Novembro, 201812:37
key Só homens no Web Summit? Paddy manda tirar outra foto… só com mulheres
Paddy Cosgrave, o “patrão” do Web Summit, fala agora da foto polémica deste Web Summit: circulou uma foto do palco cheio… mas só de homens (tinha algumas mulheres, mas em quantidade muito reduzida).
Paddy Cosgrave diz que a foto “não representa de maneira nenhuma” aquilo que é a comunidade participante na conferência, e garante que 44,5% dos presentes são do sexo feminino.

Por isso, convidou todas as mulheres da plateia a subirem ao palco e “mandou” tirar outra foto:

8 Novembro, 201812:44

O vento obrigou a organização do evento a encerrar a entrada principal, que também dá acesso ao bengaleiro.

O alerta foi feito no Twitter, e já foi criada uma passagem temporária para que os participantes possam recolher a sua bagagem.

8 Novembro, 201812:45

O vento obrigou a organização do evento a encerrar a entrada principal, que também dá acesso ao bengaleiro. O alerta foi feito no Twitter, e já foi criada uma passagem temporária para que os participantes possam recolher a sua bagagem.

8 Novembro, 201812:45

O vento obrigou a organização do evento a encerrar a entrada principal, que também dá acesso ao bengaleiro. O alerta foi feito no Twitter, e já foi criada uma passagem temporária para que os participantes possam recolher a sua bagagem.

https://twitter.com/WebSummit/status/1060508015068090368

8 Novembro, 201812:46

O vento obrigou a organização do evento a encerrar a entrada principal, que também dá acesso ao bengaleiro. O alerta foi feito no Twitter, e já foi criada uma passagem temporária para que os participantes possam recolher a sua bagagem.

8 Novembro, 201812:49

Começa agora o período dos pitches finais.

Os líderes das startups finalistas — lvl5, Wayve e FactMata — vão subir ao palco para apresentarem as suas ideias perante um júri composto por Bedy Yang (5000 Startups), Tom Stafford (DST Global) e Holly Liu (Y Combinator). Vão ser colocadas questões e, no final, saberemos quem vence esta edição do Web Summit.
8 Novembro, 201813:11

As apresentações da lvl5, Wayve e FactMata já terminaram (pode conhecer aqui mais um pouco sobre o que faz cada uma). À tarde, ficaremos a conhecer quem vence a edição deste ano do Web Summit.

A votação do público também conta, para além da escolha do júri. Estão projetados no palco os resultados da escolha do público em tempo real.
A lvl5, que criou uma alternativa mais barata ao sensor LIDAR para os carros autónomos, está à frente com 47% dos votos.
8 Novembro, 201815:31

Já depois de almoço, na Media Village, Paddy Cosgrave, cofundador e CEO do Web Summit, falou numa conferência de imprensa. O irlandês anunciou aos jornalistas que vai mudar-se definitivamente para Lisboa.

“Posso dizer que vamos expandir os nossos escritórios em Lisboa. A minha mulher disse-me ontem à noite que nos vamos mudar para Lisboa. Acho que a decisão já foi tomada”, afirmou Paddy Cosgrave, presidente executivo da empresa com o mesmo nome, que promove esta semana a terceira edição do evento no Parque das Nações.

Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201815:45

E, no palco principal, já começam os agradecimentos antes da despedida. Paddy Cosgrave chama ao Centre Stage alguns dos voluntários, vindos de 70 países do mundo, que têm trabalhado em Portugal desde a semana passada, ajudando a equipa do Web Summit a tornar o evento possível durante os últimos quatro dias.

Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201815:49

Palmer Luckey, fundador da Oculus, é o nome que se segue no palco principal. A entrevistar o empreendedor, que vendeu a empresa ao Facebook por 3 mil milhões de dólares, está Laurie Segall, da CNN.

Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201815:51

“Sou a mesma pessoa”, começa por explicar Luckey a Segall, a propósito do que mudou ao longo dos anos e, sobretudo, do tema em discussão: “Disrupção na Defesa”.

Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201816:02

“Os soldados serão, no futuro, super-heróis”, afirma o empreendedor.

Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201816:12
“Preocupo-me com um espaço em que as pessoas compram espaços na internet mas não têm espaço para falar livremente”, disse ainda o empreendedor.
No final, um balanço do que a sua vida mudou desde que, aos 17 anos, fundou a primeira empresa, a Oculus. “A maior descoberta que fiz foi perceber que havia muitos problemas além dos que eu pensava que havia. E que há mais e mais pessoas a tentar resolver esses problemas.”
Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201816:16

Alexandre Fonseca, da Altice, está agora em palco para falar de inovação como motor da empresa que lidera.

“Queremos juntar as pessoas”, explicou o português no palco principal do evento. “Temos trabalhado sempre de perto com o Web Summit para garantir que preenchemos todas as necessidades dos participantes no local”.
De acordo com o gestor, durante os três dias de evento houve 2 milhões de sessões wi-fi e cerca de 40 TB de dados processados pelos quase 70 mil participantes no evento. “Não posso deixar de agradecer aos 150 engenheiros que estiveram a trabalhar de perto durante os últimos três meses para garantir a rede wi-fi no Altice Arena e FIL”, disse o responsável.
Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201816:25

É a vez da mobilidade. No palco principal, agora mesmo, estão Caen Contee da Lime e Markus Villig, da Taxify.

“Estamos a tentar cruzar plataformas de transportes”, explica o CEO da Taxify, que está de regresso ao Centre Stage.

Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201816:26

Tanto a Lime como a Taxify falam da construção de uma espécie de “relação com a cidade”.

“É uma questão de saber como ter um serviço e escalá-lo dentro das cidades”, refere o responsável da Lime.
Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201816:29

As viagens pela Taxify duram, em média, 15 minutos, adiantou o fundador da empresa.

Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201816:32

Agora fala-se de financiamento. O moderador pergunta como é que ambas as empresas conseguiram levantar tão altos montantes de financiamento.

“A questão é olharmos para como estas empresas estão a crescer”, explica o responsável da Taxify..
Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201816:36

“O que deixa os vossos investidores acordados à noite?”, questiona o moderador.

“Eles estão mais procupados em saber como se constrói o transporte dentro de alguns anos”, explica o CEO da Taxify.
“Acho que a nossa visão é trabalhar lado a lado com outros players. Os investidores acreditam que podemos alterar os comportamentos”, diz o CEO da Lime.
Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201816:40

Terminado o painel com representantes da Taxify e da Lime, ambas presentes em Lisboa, é a vez de anunciar a startup vencedora do concurso de pitch da edição do Web Summit de 2018.

Para anunciar o vencedor, Paddy Cosgrave e o presidente do jurado estão em cima do palco principal.
Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201816:42

Wayve é a startup vencedora do concurso de pitch deste ano, graças aos votos do público.

Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201816:44

Antes de Marcelo Rebelo de Sousa subir ao palco, ainda há um último painel sobre… jornalismo.

“Fake news”, notícias e redes sociais, a discussão conta com Ev Williams, do Medium, e Lauri Segall, da CNN.
Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201816:50

Criámos um mundo em que a atenção dá pontos, é considerada valor. E assim podemos premiar as coisas pela atenção que têm. Mas não podemos medir como se sentem, se compreendem melhor o mundo”, explica Ev Williams.

“Eu estou entusiasmado com a transição em que estamos agora. Se pensarmos na televisão, as transformações que a indústria sofreu, foram resultado de uma lógica de ‘como podemos fazer isto da forma mais barata?’. O business model mudou, na internet ainda estamos numa era da reality tv. E no jornalismo também temos de repensar os modelos de negócio”, alerta.
Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201816:56

“Na verdade, a maioria das paywalls são modelos de subscrição”, o que faz com que a maioria dos programas sejam gratuitos para a maioria das pessoas.

Sobre a “tendência” em Silicon Valley de comprar empresas de media, Ev não tem dúvidas: não é novidade.

“Historicamente, não é uma coisa de tendência. De vários modos, trata-se de um mundo diferente. Foi das primeiras empresas a entrar na internet, na tech scene”, explica o empreendedor.

Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201816:57

Sobre o modelo de negócio dos media tradicionais, o fundador do Medium considera que o modelo tem mudado ao longo dos anos.

“Na verdade, a maioria das paywalls são modelos de subscrição”, o que faz com que a maioria dos programas sejam gratuitos para a maioria das pessoas.

Sobre a “tendência” em Silicon Valley de comprar empresas de media, Ev não tem dúvidas: não é novidade.

“Historicamente, não é uma coisa de tendência. De vários modos, trata-se de um mundo diferente. Foi das primeiras empresas a entrar na internet, na tech scene”, explica o empreendedor.

Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201817:09

Enquanto Marcelo Rebelo de Sousa não chega ao palco, tempo para ler mais sobre a vencedora do concurso do pitch deste ano.

Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201817:14

“Aqui estamos, prestes a dizer adeus. E deixem-me recordar os três desafios do ano passado. O primeiro, era manter o Web Summit em Portugal. E conseguimos. O segundo era continuar a liderar a revolução tecnológica. E a terceira, colocar mais gente consciente de que as alterações climáticas não eram fake news”, disse Marcelo.
Este ano, o Presidente da República deixou outros três desafios:

“Como vamos ter o Web Summit 10 anos. Todos os anos fazer melhor e diferente. Temos de criar aqui uma plataforma e não só
Plataforma digital permanente.
O segundo: cheguei agora de uma reunião com refugiados: não devemos esquecer-nos do resto da sociedade. Não devemos deixar ninguém para trás. A educação digital é uma coisa importante.
O terceiro e o mais complicado, este ano o digital é sobre liberdade, diálogo e tolerância. No resto do mundo vemos modelos de fechamento. O desafio é usar a tecnologia para a paz, para a tolerância. Essa é a mudança. Porque esta onda que está a atravessar o mundo é o oposto à revolução tecnológica. Temos de lutar pelos valores dos princípios da liberdade, para a paz. Essa é a mensagem. Têm de levar essa mensagem para o mundo, não guardem essa mensagem só para vocês. Ajudem a criar um melhor mundo”, disse o Presidente da República.

Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201817:17

“Aqui estamos, prestes a dizer adeus. E deixem-me recordar os três desafios do ano passado. O primeiro, era manter o Web Summit em Portugal. E conseguimos. O segundo era continuar a liderar a revolução tecnológica. E a terceira, colocar mais gente consciente de que as alterações climáticas não eram fake news”, disse Marcelo.

Este ano, o Presidente da República deixou outros três desafios:
“Como vamos ter o Web Summit por 10 anos, temos de pensar no que queremos fazer. Proponho, como primeiro desafio, que todos os anos façamos melhor e diferente. Temos de criar aqui uma plataforma e não só um evento temporário de quatro dias.
O segundo: cheguei agora de uma reunião com refugiados: não devemos esquecer-nos do resto da sociedade. Não devemos deixar ninguém para trás. A educação digital é uma coisa importante.
O terceiro e o mais complicado, este ano o digital é sobre liberdade, diálogo e tolerância. No resto do mundo vemos modelos de fechamento. O desafio é usar a tecnologia para a paz, para a tolerância. Essa é a mudança. Porque esta onda que está a atravessar o mundo é o oposto à revolução tecnológica. Temos de lutar pelos valores dos princípios da liberdade, para a paz. Essa é a mensagem. Têm de levar essa mensagem para o mundo, não guardem essa mensagem só para vocês. Ajudem a criar um melhor mundo”, disse o Presidente da República.
Mariana de Araújo Barbosa
8 Novembro, 201817:53

Terminou. O Web Summit regressa em novembro de 2019 a Lisboa. Quanto a nós, continuamos por cá, todos os dias do ano.

Vemo-nos por aí.
Até já!
Mariana de Araújo Barbosa

Comentários ({{ total }})

Terminou o Web Summit. “Conseguimos”, diz Marcelo que deixou três novos desafios

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião