Brasil puxa lucros da Galp Energia para 135 milhões de euros
O crescimento internacional deu um novo impulso aos resultados da Galp Energia. A petrolífera registou lucros de 135 milhões no primeiro trimestre, que comparam com 77 milhões no período homólogo.
Os projetos que a Galp Energia tem no Brasil puxaram pelos lucros da petrolífera nos primeiros três meses do ano. A empresa liderada por Carlos Gomes da Silva registou um resultado positivo de 135 milhões de euros, que compara com os 77 milhões registados no mesmo período do ano passado.
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“A evolução da produção de petróleo e gás aliada à recuperação das cotações do crude, ao foco na performance operacional e ao rigor na execução dos investimentos permitiu que o resultado líquido ajustado da Galp no primeiro trimestre tenha progredido em 57 milhões, totalizando 135 milhões de euros”, afirma a petrolífera num comunicado enviado à CMVM.
Foram sobretudo as operações no Brasil que deram um novo impulso aos resultados da Galp Energia. De acordo com a empresa, “as operações de upstream e, em particular, o desenvolvimento dos projetos Lula e Iracema [no Brasil], entre os campos de maior crescimento do mundo, foram o grande motor de crescimento dos resultados da Galp no primeiro trimestre de 2018, compensando a menor contribuição da atividade de refinação, afetada pela descida das margens de referência nos mercados internacionais”.
"A evolução da produção de petróleo e gás aliada à recuperação das cotações do crude, ao foco na performance operacional e ao rigor na execução dos investimentos permitiu que o resultado líquido ajustado da Galp no primeiro trimestre tenha progredido em 57 milhões, totalizando 135 milhões de euros.”
A produção média diária de petróleo e gás natural aumentou 18%, refere a empresa, “consolidando-se acima dos 100 mil barris diários, mais 16 mil barris do que os 88 mil barris diários registados um ano antes”.
A Galp Energia explica que “o principal contributo para este crescimento veio da última unidade flutuante a entrar em operação na região do pré-sal da bacia de Santos, no Brasil, a P66, que atingiu neste trimestre o ritmo de cruzeiro de produção à sua plena capacidade, menos de um ano depois de ter produzido o seu primeiro barril”. Isto significa que a petrolífera “tem neste momento todas as suas sete unidades no Brasil a funcionar à sua máxima capacidade, compensando a diminuição da produção em Angola”.
Já o Ebitda RCA, que exclui os eventos não recorrentes e o efeito stock, aumentou 14 milhões para 34 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, enquanto o Ebit se fixou nos 28 milhões de euros, o que representa uma melhoria de 14 milhões face ao primeiro trimestre do ano passado, “afetado por restrições de aprovisionamento”.
(Notícia atualizada às 07h14 com mais informação)
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