Marcelo dá luz verde à lei das quotas

  • Cristina Oliveira da Silva
  • 19 Julho 2017

Em causa está o regime da representação equilibrada entre mulheres e homens nos órgãos de administração e fiscalização das entidades do setor público empresarial e das empresas cotadas em bolsa.

Marcelo Rebelo de Sousa deu luz verde à lei referente a quotas de género. Ainda que se possa falar numa “excessiva intervenção e voluntarismo do Estado”, o novo regime segue os passos já dados noutros países da União Europeia, com resultados “num maior equilíbrio de género”, avança uma nota publicada no site da Presidência.

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“O novo regime legal corresponde a medidas tomadas em vários outros países da União Europeia, com resultados significativos num maior equilíbrio de género nos órgãos de gestão de empresas, e traduz orientação há muito preconizada pelo Presidente da República, pelo que, apesar de se poder invocar poder haver uma excessiva intervenção e voluntarismo do Estado e de eventuais objeções de técnica jurídica quanto a remissões entre preceitos, o Presidente da República promulgou o diploma da Assembleia da República que aprova o regime da representação equilibrada entre mulheres e homens nos órgãos de administração e fiscalização das entidades do setor público empresarial e das empresas cotadas em bolsa”, avança a nota publicada.

Com este diploma, as empresas do setor público devem contar com, pelo menos, um terço de mulheres nos órgãos de administração e de fiscalização a partir de 1 de janeiro de 2018. Nas empresas cotadas em bolsa, essa proporção “não pode ser inferior a 20%” a partir da primeira assembleia geral eletiva após 1 de janeiro de 2018, e um terço (33,3%) a partir de janeiro de 2020.

A proposta de lei foi votada no Parlamento a 23 de junho, com os votos favoráveis do PS, do Bloco de Esquerda e de seis deputados do CDS, entre os quais a líder Assunção Cristas.

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