Empresas e banca solidárias com Pedrógão: doações e créditos

Contas solidárias, crowdfunding, créditos ou seguros antecipados. CGD, Montepio, Novo Banco, BCP, Crédito Agrícola, Santander, BPI, Uber, Liberty, PRIO, SIC e RTP juntam-se à onda de solidariedade.

O fogo deflagrou numa área florestal em Escalos Fundeiros, em Pedrógão Grande, e alastrou-se aos municípios vizinhos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, obrigando a evacuar zonas povoadas.

O último balanço aponta para 62 mortos e 62 feridos, dois em estado grave. O Presidente da República classificou o incêndio no distrito de Leiria como “uma tragédia quase sem precedente na história do Portugal democrático“.

É um dos incêndios mais mortíferos de sempre em Portugal e, um pouco por todo o país, muitos portugueses começam a demonstrar solidariedade para com as populações afetadas na região de Pedrógão Grande.

À onda de solidariedade juntaram-se fundações, multinacionais, bancos, seguradoras, empresas e algumas personalidades, como é o caso do treinador português André Villas-Boas que já veio anunciar que vai doar 100.000 euros às famílias das vítimas da tragédia do Pedrógão Grande.

CGD abre conta solidária e dá ajuda no crédito à habitação

O banco público, num comunicado enviado às redações, informa que criou uma “Conta Solidária Caixa” para ajudar as vítimas do incêndio de Pedrógão Grande. Além da conta, aberta com um donativo de 50 mil euros da CGD, o banco “desenvolveu igualmente uma campanha no multibanco designada ‘Ser Solidário Pedrógão’, através da qual os portugueses poderão contribuir”.

A “conta solidária Caixa” tem o número 0001 100000 330 e o IBAN PT50 0035 0001 00100000330 42.

A CGD também diz que decidiu desenvolver uma série de medidas de modo a atenuar os impactos desta tragédia, nomeadamente:

  1. “Aos clientes CGD (com crédito à habitação) com habitação destruída será atribuída uma moratória de capital e juros até 2 anos”;
  2. “Antecipação de reembolso da seguradora para despesas imediatas, para clientes e não clientes da CGD”;
  3. “Concessão de uma linha de crédito com o limite máximo de 50.000 euros e com uma taxa de até 75% (desconto de 25% sobre a taxa praticada) das taxas em vigor para Crédito à Habitação, com prazo de 7 anos taxa fixa e maturidade de 7 anos, destinada à compra de equipamentos e a obras de reabilitação. Esta linha é passível de ser extensível a um maior montante, avaliado caso a caso de forma a responder eficazmente a cada caso concreto. Esta medida, estará igualmente disponível para as empresas afetadas”;
  4. “A CGD está ainda a fazer um levantamento do parque de imóveis de modo a encontrar para os desalojados nas regiões afetadas pela tragédia”.

O banco público entretanto já veio fazer um balanço à iniciativa. Fonte oficial da CGD disse ao ECO que, em apenas 48 horas, a “Conta Solidária Caixa” para ajudar as vítimas do incêndio de Pedrógão Grande “já atingiu um milhão de euros em resultado de donativos de 17.300 clientes”.

Grupo Montepio garante 250 mil euros

Também no setor financeiro, a Associação Mutualista Montepio, a Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) e a Fundação Montepio enviaram um comunicado às redações onde garantem “250 mil euros de apoio a vítimas dos incêndios no distrito de Leiria”.

Também a Lusitânia – Companhia de Seguros associou-se a esta iniciativa, “através da garantia da análise célere das situações de sinistro e da resposta tão breve quanto venha a revelar-se possível às necessidades das famílias cujas apólices se encontrem sob sua gestão”, assegura o mesmo documento.

Mais tarde, a CEMG também veio anunciar “a disponibilização imediata de duas linhas de apoio financeiro, uma para particulares e outra para empresas da zona centro do País, que permita acelerar a reconstrução e retoma rápida da atividade económica”.

  • Para particulares, “a linha de apoio da CEMG prevê a concessão de períodos de carência em empréstimos, reajustes de planos financeiros, a criação de uma linha de crédito para apoio às vítimas em condições excecionais, bem como a criação de uma linha de financiamento à (re)construção de habitações, em condições também de exceção”.
  • Para as empresas “da zona afetada, a CEMG está a preparar a criação de uma linha de crédito para apoio à reconstrução imobiliária, aquisição de equipamentos, reposição de stocks e outras necessidades comprovadas pelo tecido empresarial dos distritos afetados”.

Liberty com unidade móvel para acelerar indemnizações

Igualmente no segmento segurador, a Liberty Seguros diz que assim que estejam “reunidas as condições de segurança e as autoridades o permitam, será deslocada uma unidade móvel de apoio ao cliente para as regiões afetadas. A unidade móvel e os representantes Liberty Seguros estarão disponíveis para qualquer esclarecimento no âmbito das perdas de familiares e bens móveis e imóveis”.

Numa nota enviada à imprensa, a seguradora afirma que “esta presença no terreno pretende ajudar os clientes afetados a retomar a normalidade tão breve quanto possível, identificando os casos no próprio local e acelerando os processos e pagamento de indemnizações”.

Novo Banco cria conta na plataforma NB Crowdfunding

O Novo Banco foi outra instituição financeira que se juntou à onda de solidariedade por Pedrógão.

Numa comunicação enviada à imprensa, o banco liderado por António Ramalho anunciou que, através da sua plataforma de solidariedade NB Crowdfunding, “criou uma conta solidária de apoio às vitimas da tragédia em Pedrógão Grande para a qual decidiu fazer um donativo de 50 mil euros”.

Acrescenta ainda os dados da conta solidária: “0003 40461950 e IBAN PT50 0007 0000 0034046195023.”

BCP abre conta solidária

O modelo das contas solidárias também foi seguido pelo BCP.

Numa nota colocada na página do banco, a instituição presidida por Nuno Amado diz que “acaba de abrir uma conta de solidariedade, para angariar fundos de apoio para as vítimas dos incêndios que causaram severos danos, humanos e materiais, na zona de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra, neste fim de semana”.

“Para dar o seu contributo, poderá efetuar uma transferência bancária ou um depósito para a Conta Solidária Incêndio Pedrógão Grande: IBAN PT50 0033 0000 45507587831 05”, acrescenta o banco.

Por cada donativo, Crédito Agrícola contribui com 1 euro

O Crédito Agrícola abriu igualmente uma conta de solidariedade para apoiar as vítimas dos incêndios, com um donativo inicial de 50 mil euros por parte do banco. “Adicionalmente, e por cada donativo (depósito ou transferência) que seja efetuado, o CA contribuirá com 1 euro, até ao limite de 50.000 euros, o que totalizará um contributo de 100.00 euros por parte do banco”, explica a instituição em comunicado.

A conta solidária do CA tem o número IBAN PT50-0045 9060 402897535134 2.

Para além da abertura de conta, “o Crédito Agrícola disponibiliza três linhas de crédito com condições especiais, duas dirigidas a particulares e uma a empresas, nomeadamente ‘Linha de Crédito Pessoal’, ‘Linha de Crédito para Recuperação e obras de habitação’ e ‘Linha de Crédito para Apoio às Empresas’.”

Santander Totta dá donativo de 500 mil euros

“O Banco Santander Totta abriu uma conta solidária para ajudar as vítimas dos incêndios do último fim de semana, tendo já concedido uma verba de 500 mil euros para esse fim”, afirma a instituição presidida por António Vieira Monteiro.

Os donativos podem ser feitos para a Conta: IBAN – PT50001800034483236802039.

BPI e Fundação “La Caixa” atribuem um milhão

Esta terça-feira foi a vez do BPI e dos espanhóis do La Caixa juntarem-se ao rol de bancos que estão a dar donativos para as regiões mais afetadas.

“O BPI e a Fundação Bancária ‘La Caixa’, em colaboração com a Câmara Municipal do Pedrógão Grande, atribuíram 1 milhão de euros ao apoio de emergência às vítimas do incêndio que afeta a região. Estas ajudas serão dirigidas especialmente ao realojamento e a garantir a cobertura das necessidades básicas das vítimas, de acordo com as prioridades estabelecidas pela administração local”, diz a instituição bancária em comunicado.

O donativo “poderá ser completado com contribuições de particulares e empresas numa conta aberta pelo BPI, com o seguinte IBAN: Conta BPI Solidariedade, PT50 0010 0000 5512 2890 0015 6”.

O banco adianta ainda que irá também disponibilizar “duas linhas de crédito específicas para apoiar a reconstrução do património físico destruído e a recuperação de atividades económicas no âmbito dos serviços, indústria, agricultura e silvicultura, incluindo o adiantamento dos seguros ou das ajudas públicas, com o objetivo de acelerar o acesso a diferentes vias de financiamento”.

Use a Uber para apoiar bombeiros e vítimas

Os utilizadores da plataforma de transporte Uber também vão poder utilizar as suas aplicações em iOS e Android durante o dia de segunda-feira, 19 de junho, para doar água e outros bens não perecíveis gratuitamente.

“Os donativos serão encaminhados para os quartéis de Bombeiros locais que os farão chegar aos Bombeiros e vítimas em Pedrógão Grande”, refere a Uber em comunicado.

De que forma?

  1. Abra a aplicação da Uber durante este período.
  2. Selecione a opção AJUDA AOS BOMBEIROS na parte inferior do ecrã.
  3. Faça o seu pedido e um parceiro Uber recolherá o seu donativo no local onde se encontra em poucos minutos, de forma gratuita

Canais de televisão abrem linhas solidárias

No setor dos media, as televisões também estão a juntar-se à onda de solidariedade. É o caso da RTP que lançou uma linha solidária a favor das vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, com o mote “Ninguém é indiferente a uma tragédia desta dimensão”.

“Ajude através da Linha solidária RTP a favor das vítimas do incêndio de Pedrógão Grande: ligue 760 200 600 (0,60€ + IVA) – valor do donativo: 0,60€”, diz o canal público na sua página de Internet.

A RTP refere ainda que foi criada uma conta solidária com o seguinte IBAN: PT 50 0035 0001 00100000330 42.

A SIC também tem uma iniciativa idêntica: “Um Abraço a Portugal é uma linha solidária da SIC de apoio às vítimas dos incêndios. Ao ligar 760 100 100, estará a contribuir com €0,60. Juntos vamos dar um abraço a Portugal.”

“Preço/chamada: 0,60€+IVA; com o apoio MEO, NOS e Vodafone. Esta é uma linha que reverte totalmente a favor das vítimas dos incêndios em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria”, informa o canal de Carnaxide na sua página de Internet.

PRIO oferece combustível aos bombeiros

A empresa distribuição de combustíveis PRIO diz que “decidiu doar 4 mil litros de combustível e mantimentos diretamente dos seus postos às corporações de bombeiros que estão a combater os incêndios de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra”.

De acordo com a empresa, “esta ajuda solidária está a ser feita desde domingo, a partir dos postos da PRIO de Figueiró dos Vinhos e Oleiros que, por estarem muito próximos das frentes de incêndio ativas, têm permitido abastecer com eficácia as diversas equipas de mais de 2.000 bombeiros que estão na região a combater este flagelo”.

Gulbenkian cria fundo com meio milhão

A Fundação Calouste Gulbenkian também decidiu constituir um fundo especial de 500 mil euros, para apoio às organizações da sociedade civil da região de Pedrógão Grande, afetada pelos incêndios.

Em comunicado, citado pela agência Lusa, a Fundação diz que os 500 mil euros servem para “ajudar a minimizar as consequências” dos incêndios e da tragédia que afetou os municípios de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera.

“Em contacto com a União das Misericórdias Portuguesas, a Fundação está neste momento a acompanhar e a avaliar a situação no terreno”, indica a nota divulgada pela agência.

(Notícia atualizada às 20h07, com nova informação sobre o valor dos donativos dos clientes da CGD)

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