Lisboa tem agora 170 scooters elétricas para usar e abusar

O serviço eCooltra chega agora a Lisboa com 170 scooters elétricas para usar na cidade. É um investimento privado no valor de 750.000 euros, que espera receitas de 550.000 até ao final do ano.

Depois de Barcelona, Lisboa. A capital portuguesa acaba de receber 170 scooters elétricas para serem usadas e estacionadas num sítio qualquer. O serviço eCooltra tem um preço de 0,24 euros por minuto, está disponível entre as seis da manhã e a meia-noite, e tem como objetivo conquistar 25.000 utilizadores no espaço de um ano.

Lisboa torna-se assim a primeira cidade para além da metrópole espanhola a acolher este projeto, sendo que a empresa proprietária, a Cooltra, planeia lançar também esta solução em Roma e Madrid já no curto prazo. No total, esta expansão vai custar 4,5 milhões de euros à empresa.

Especificamente em Lisboa, o investimento da Cooltra, liderada pelo alemão Timo Buetefisch, será de 750.000 euros, esperando-se receitas de 550.000 euros este ano. Questionado pelo ECO sobre a ambição desta meta e quando espera atingir o break even, o presidente executivo indicou que este é um investimento “de longo prazo”, devendo começar a gerar lucros “dentro de dois ou três anos”.

Igualmente questionado sobre a origem do capital investido, Buetefisch disse ser “parcialmente dono” da Cooltra, mas acrescentou que conta ainda com investimento de três outros shareholders privados.

João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria, não hesitou na hora de experimentar o serviço. Veja o vídeo.

Como funciona?

Todas as scooters eCooltra estão ligadas à internet e geolocalizadas via satélite. O serviço funciona através de uma app disponível para telemóveis Android e iPhone, que mostra um mapa com a localização de todas as scooters disponíveis. O utilizador só tem de reservar a scooter mais próxima tendo, depois, 15 minutos para chegar até ela.

Ao aproximar-se da mota, o utilizador tem de a ligar no próprio telemóvel. No interior da top case estão sempre dois capacetes, toucas higiénicas e toalhetes. Basta retirar o descanso da mota e seguir viagem. No final, o utilizador só tem de estacionar a mota, pôr os capacetes de volta na caixa e fazer check-out na aplicação. O valor da viagem — que a empresa calcula, em média, ser de 3,60 euros — é automaticamente descontado no cartão de crédito inscrito no ato de registo.

E por falar em registo, este está sujeito a verificação. A empresa pede alguns dados pessoais e cópia da carta de condução, no sentido de garantir que o utilizador está habilitado a conduzir. Basta a carta de condução dita normal, pois as motas têm até 125 cm3 de cilindrada. O serviço inclui, claro, um seguro “com franquia para danos no veículo e a terceiros”.

As motas podem ser usadas na cidade, numa área que vai do Lumiar ao Terreiro do Paço e de Algés ao Parque das Nações. O utilizador tem acesso à autonomia do veículo e haverá um piquete da empresa responsável por ir substituindo as baterias vazias por outras já carregadas.

As motas já se encontram espalhadas por Lisboa e podem ser usadas entre as seis da manhã e a meia-noite.Paula Nunes/ ECO

Made in Portugal

O serviço eCooltra foi lançado inicialmente em Barcelona, em março do ano passado. Mas, desde logo, contou com tecnologia portuguesa “de última geração”, desenvolvida pelo centro tecnológico CEiiA, com delegações em Évora e Matosinhos. É o CEiiA que está responsável pela tecnologia das motas, bem como pela aplicação móvel.

Aliás, terá sido o CEiiA o responsável, em parte, por convencer a Cooltra a focar-se no mercado português, uma ideia que não estaria inicialmente em cima da mesa. A expansão para outras cidades no país está dependente do desempenho do serviço nos próximos tempos, sendo que, de acordo com um responsável do CEiiA, “a adesão está a ser muito boa”, mesmo “sem promoção”.

“Este é um bom exemplo da capacidade que temos em Portugal. É a geração mais qualificada de sempre. É uma infraestrutura de universidades e centros tecnológicos que nos permite ter isto e temos de aproveitar esse conhecimento e essa investigação para ter impacto económico”, disse o secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, que esteve presente no início da apresentação da iniciativa. Vai João Vasconcelos usar o serviço? “Vou. Já tenho a app, já estou registado e vou utilizar”, concluiu o secretário de Estado.

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