Reestruturação do Novo Banco implicará 400 despedimentos

  • ECO
  • 29 Março 2017

António Costa disse esta terça-feira que a venda do Novo Banco será, ao que tudo indica, concluída esta semana. O Governo reuniu ontem com os partidos, revelando pormenores do plano de reestruturação.

A venda do Novo Banco deverá ser fechada esta semana com o fundo norte-americano Lone Star, segundo o primeiro-ministro. Os pormenores das negociações foram revelados aos partidos esta terça-feira e, segundo a Rádio Renascença, o plano de reestruturação implícito na venda vai obrigar ao despedimento de 400 trabalhadores. Além disso, o Novo Banco terá de fechar 55 balcões. Segundo os partidos ouvidos pela rádio, o negócio vai implicar responsabilidades pesadas para os contribuintes, tanto na participação direta como na indireta através do Fundo de Resolução, cujo financiamento tem sido do Estado.

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As negociações, no entanto, ainda não estão fechadas. Tal como noticiou o ECO, existe um acordo com Bruxelas para permitir a participação e intervenção do Fundo de Resolução na venda de ativos problemáticos, no chamado ‘side bank’. Além disso, a DGComp permitiu que, apesar de não existir uma contra-garantia do Estado sobre estes ativos, a existência de uma garantia do Fundo de Resolução que se soma à participação de 25% do capital. Esta questão provocou uma má reação no setor bancário com queixas dos restantes bancos que temem um aumento da sua exposição ao Novo Banco.

Segundo a Renascença, esteve presente nas reuniões o responsável pelo processo de venda no Novo Banco, enquanto quadro do Banco de Portugal, o ex-secretário de Estado dos Transportes Sérgio Monteiro. Do lado do PSD a representante foi Maria Luís Albuquerque, a ministra das Finanças à altura da resolução do BES com a intervenção do Fundo de Resolução. O Executivo terá dito que não haverá qualquer injeção de capital no Novo Banco este ano.

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