Petróleo: OPEP satisfeita com corte. Irão pede mais

  • ECO e Lusa
  • 8 Fevereiro 2017

A redução na oferta está a ser cumprida. Há menos produção de petróleo, o que tem contribuído para manter os preços mais altos. Mas o Irão diz que é preciso estender o corte.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) está satisfeita com o resultado do corte na produção. Mohamed Saleh al-Sada, o presidente do cartel, diz que o mercado “reagiu bem” à redução da oferta por parte dos principais produtores, registando-se uma subida das cotações. Ainda assim, o Irão diz que pode ser preciso fazer mais.

“Penso que o mercado reagiu bem e vocês podem ver o declínio da oferta”, declarou Sada, que é ministro da Energia do Qatar, aos jornalistas, em Doha. O responsável aponta para o comportamento dos preços da matéria-prima no mercado, que têm-se mantido acima dos 50 dólares, chegando perto dos 55 no caso do Brent que segue, nesta sessão, a perder mais de 1% na expectativa de que as reservas norte-americanas tenham crescido.

Membros e não-membros da OPEP acordaram, no final do ano passado, cortar a produção de petróleo em cerca de 1,8 milhões de barris por dia, inicialmente para seis meses a contar desde o início deste ano. No acordo ratificado em dezembro em Viena, os 13 países da OPEP comprometeram-se a reduzir em 1,2 milhões de barris por dia a produção nos primeiros seis meses de 2017, com a Arábia Saudita a aceitar grande parte da redução.

Outros 11 países produtores alheios ao grupo – como a Rússia, o México ou o Cazaquistão – uniram-se ao corte e acordaram tirar do mercado 558.000 barris adicionais, fazendo com que no total a produção se venha a reduzir em 1,758 milhões de barris por dia.

O Irão, que inicialmente mostrou reservas em participar neste corte por estar a voltar aos níveis de produção que tinha antes das sanções internacionais, está agora mais proativo nesta missiva de reduzir a oferta. Bijam Namdar Zanganeh, o ministro do petróleo do Irão, diz, citado pela agência noticiosa Fars, que a OPEP tem de estender o corte para a segunda metade deste ano. Mas essa discussão só acontecerá mais tarde.

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