Vendas de automóveis vão crescer, mas muito pouco

A ACAP antecipa que, depois do forte crescimento no ano passado, o aumento das vendas modere. Vê um saldo positivo de 2% este ano.

A ACAP acredita que as vendas no mercado nacional vão continuar a crescer, mas o ritmo vai ser bem mais moderado este ano. Antecipa um aumento de apenas 2% este ano, repetindo-se o ritmo de crescimento em 2018.

Se em 2016 o mercado nacional registou um crescimento de 15,8%, as vendas deste ano deverão ascender a 211 mil veículos de passageiros a que se somam 36 mil comerciais. Será um incremento de 2% considerando apenas os ligeiros e de 3% no total. Em 2018 o total deverá ascender a 252.500 unidades, um novo aumento de 2%.

Esta previsão tem por base as estimativas para o consumo privado, mas também outras variáveis. Foi nessa base que projetou para 2016 a venda de 189 mil veículos, um número que pecou por defeito. As vendas de automóveis novos acabaram por superar a fasquia dos 200 mil.

Carros de gama mais baixa

As vendas de automóveis em Portugal cresceram, mas nem todos os veículos foram adquiridos por particulares. A ACAP salienta que 20% das vendas foram para rent-a-car, sendo que 12% foram vendidos no regime de aluguer operacional de veículos. Os restantes 68% foram comercializados fora destes regimes, sendo que grande parte foram veículos de gama baixa.

“O segmento inferior está a crescer. Representa 38% do total das vendas”, nota a ACAP que salienta ao mesmo tempo que a dieselização está a encolher. Os diesel representaram 64% das vendas de carros novos no ano passado, mas em três anos diminuiu em oito pontos percentuais com ganhos no caso da gasolina e de sistemas alternativos, nomeadamente os híbridos plug-in.

Mais importados. Carros mais velhos

O crescimento das vendas dos veículos novos nos últimos 12 meses acontece num ano em que entraram, novamente, para o parque nacional mais carros importados. Estes veículos importados representaram cerca de 28% do total de novas matrículas registadas em Portugal.

A ACAP salienta que este facto, a par do fim de programas de incentivo ao abate de veículos usados, tem mantido a idade média do parque automóvel nacional elevada. Recuou ligeiramente no caso dos ligeiros de passageiros em 2016, mas está em 12,3 anos. “Acima de dez anos é um parque envelhecido”, nota.

(Notícia atualizada as 12h30)

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