Lisboa sobe quase 3%. BCP brilha, Mota também

Foi a maior subida diária da bolsa nacional desde meados do ano passado. Parte da subida deveu-se a um ajuste técnico, mas o restante traduziu as subidas do BCP, Mota-Engil e da Galp Energia.

A bolsa nacional brilhou entre as praças europeias. Num dia de ganhos modestos, o PSI-20 fechou a valorizar quase 3%, a maior subida diária desde meados do ano passado. Parte do ganho é meramente técnico por causa dos direitos do BCP, mas outra parte é resultado do bom desempenho dos títulos do banco liderado por Nuno Amado. A Mota-Engil e a Galp Energia também deram um forte contributo para a valorização da bolsa de Lisboa.

Enquanto a generalidade dos índices europeus registou ganhos entre 0,3% e 0,7%, o índice de referência da bolsa nacional encerrou a última sessão da semana com uma valorização de 2,77% para os 4.622,82 pontos. É preciso recuar até 20 de junho para encontrar uma subida de mais expressiva — acima dos 3%. Este forte desempenho traduz, contudo, em parte, o facto de a Euronext ter removido o valor dos direitos do BCP que estava a ser utilizado para o cálculo do PSI-20.

“O valor do PSI-20 está hoje a refletir o ajuste da diferença resultante do valor que estava incorporado referente aos direitos e o valor efetivo das ações”, diz a Euronext. Removido o valor referente a esses direitos, o ajustamento extraordinário efetuado pela Euronext levou a um impacto positivo na cotação do índice entre 1% e 2%.

Este efeito técnico catapultou o índice que, ainda assim, ganhou ainda mais à conta do BCP. Os títulos do banco liderado por Nuno Amado encerraram a sessão a valorizar 3,9% para os 16,79 cêntimos, sendo que durante a sessão chegaram a apresentar um ganho de 7,05%, isto num dia em que os juros da dívida se mantiveram acima dos 4%. Apesar da correção após Marcelo Rebelo de Sousa anunciar que a Fitch não vai mudar nada, a taxa a dez anos seguia nos 4,167%.

 

Além do BCP, a puxar pela bolsa esteve também a Mota-Engil. A construtora disparou 5,23% para 1,65 euros depois de um ministro da Tanzânia ter confirmado que um consórcio composto pela empresa portuguesa e outra construtora turca venceu um contrato para a construção de um percurso de caminho-de-ferro com cerca de 400 quilómetros para ligar o leste africano a regiões interiores e mais remotas do Burundi e do Ruanda. O contrato está avaliado em mil milhões de euros.

Também a Galp Energia deu o seu contributo para o desempenho do índice nacional ao apresentar uma valorização de 1,76% para 13,84 euros, numa sessão de ganhos ligeiros para o petróleo. A EDP Renováveis seguiu a tendência positiva, valorizando 1,73% para 6,05 euros, sendo que a EDP acalmou os ânimos na bolsa nacional ao encerrar a sessão com uma desvalorização de 0,11%.

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