GitLab e o empregado que apagou o site sem querer

Podia ser o nome de uma fábula, mas é só a história de uma startup que viu o seu site em baixo depois de se enganar a apagar ficheiros. Ainda assim há uma moral.

“Confirmar antes de carregar no enter”, foi esta a lição que a GitLab, uma startup americana, aprendeu depois de um empregado apagar sem querer os dados errados e deixar toda a plataforma fora de serviço.

O incidente aconteceu quando um ficheiro deixou de funcionar, depois de terem sido feitos alguns ajustes à plataforma, devido a visitas de alguns spammers que a estavam a deixar lenta. Um funcionário, identificado no blog da plataforma como “team-member-1” confundiu o nome dos diretórios e procedeu à limpeza daquele que continha os relatórios de problemas e os comentários feitos a todos os projetos.

Quando o “team-member-1” se apercebeu do que estava na realidade a apagar, tentou parar o processo, que já ia bastante adiantado. Ficaram a sobrar 4,5 GB dos 300 GB que ocupavam o diretório. A tentativa de restauro começou nesse momento, com a equipa a utilizar a última cópia de segurança feita, que tinha sido há seis horas.

Após várias tentativas, conseguiram reaver a maioria dos ficheiros, sendo que todos os que tivessem sido criados nas seis horas depois da cópia de segurança foram totalmente perdidos. Em declarações ao Business Insider, o vice-presidente interino de marketing da empresa, Tim Anglade, afirmou que apenas 1% dos utilizadores da plataforma vão dar pela falta de alguma coisa.

Este afirmou também que o diretório apagado não continha qualquer linha de código dos seus utilizadores. A plataforma já é utilizada por grandes empresas como a IBM, a NASA ou a Nasdaq, mas segundo a Anglade os dados destas ou de outros utilizadores não ficaram comprometidos, visto que estes utilizam servidores próprios.

A GitLab é uma plataforma de programação que cria um ambiente de trabalho coletivo, para que vários programadores possam trabalhar no mesmo código ao mesmo tempo. Foi fundada em 2011 e já conseguiu investimentos na ordem dos 25 milhões de dólares.

E a pergunta que se impõe: alguém vai ser despedido? “Foi um erro, ninguém vai ser despedido”, afirmou a empresa.

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