Juros dos depósitos estagnam em mínimo histórico

A taxa de juro média oferecida nas novas aplicações em depósitos manteve-se nos 0,34% em novembro, segundo dados do BCE.

A remuneração oferecida pelos bancos nos depósitos a prazo estabilizou, após consecutivos mínimos históricos. Dados disponibilizados esta terça-feira pelo Banco Central Europeu (BCE) mostram que, em novembro, as instituições financeiras a operar em Portugal pagaram uma taxa de juro média de 0,34% nas novas aplicações em depósitos a prazo. Esta remuneração fica em linha com a taxa fixada no mês anterior, que se tratava de um mínimo recorde, tendo em conta um histórico que remonta ao início do ano 2000.

Os juros do produto de poupança preferido dos portugueses acompanham assim a relativa estabilização observada nas taxas Euribor nesse mês, numa altura em que também já começavam a surgir indícios de inversão da política monetária dos bancos centrais. Em dezembro, a Reserva Federal dos EUA subiu a taxa de juro pela primeira vez num ano, abrindo a porta a novas mexidas no preço do dinheiro este ano.

De forma desagregada, em novembro, foi observada uma tendência divergente na remuneração entre as aplicações com prazos mais curtos e mais longos. Enquanto nos depósitos até dois anos, a taxa de juro oferecida nas novas aplicações registou um novo mínimo histórico de 0,31%, nas aplicações a prazo mais longos a taxa de juro média subiu para 0,48%, o nível mais alto em 15 meses. Em outubro, as taxas tinham-se fixado num valor médio de 0,33% e 0,43%, respetivamente.

Depósitos continuam a perder dinheiro

O nível historicamente reduzido dos juros está a ter impacto no montante aplicado em depósitos. Em novembro, os portugueses tinham 142.163 milhões de euros em depósitos, de acordo com os dados do BCE. Este valor representa uma quebra de 831 milhões de euros face ao valor que estava aplicado no mês anterior. Novembro foi, aliás, o quarto mês consecutivo em que os depósitos perderam dinheiro, naquele que é também o ciclo de resgates mais extenso desde que há registos no BCE.

Os depósitos sofrem a forte concorrência dos produtos do Estado que oferecem remunerações bastante mais atrativas, como é o caso dos certificados do Tesouro Poupança Mais e das Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável.

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