O vintage está na moda: 2016 foi o ano do vinil

A música streaming é a que mais rende mas são os discos de vinil que estão na moda. No ano passado, a venda deste formato aumentou mais de 50% - há 25 anos que não vendiam tanto.

Numa altura em que a música em formato digital é a mais procurada, parece que o antigo afinal ainda não é passado. As vendas de discos de vinil aumentaram e 2016 foi o ano do vintage: há 25 anos que a venda deste produto não era tão elevada.

No ano passado foram vendidos mais de 3,2 milhões de discos de vinil, o que correspondeu a um aumento de mais de 50% em relação a 2015 e o maior número desde 1991, de acordo com o The Guardian. A ‘música tangível’ voltou a estar na moda e, pela primeira vez, os consumidores gastaram mais na compra de discos em vinil do que em música em formato digital.

A contribuir para este aumento esteve a morte de alguns dos artistas mais marcantes da música mundial: muitas pessoas investiram em discos como forma de as recordarem. Exemplo disso é David Bowie que, no ano passado, tornou-se no artista que mais vinis vendeu.

Mas parece que o sucesso do vinil não é de agora. 2016 foi o nono ano consecutivo em que as vendas aumentaram e o ano em que pelo menos 30 álbuns venderam mais de 10 mil cópias. Números que contrastam com os de há 10 anos atrás: em 2007, ano em que os downloads de música digital começaram a tomar conta do mercado, foram vendidos apenas 200 mil vinis.

“As pessoas mais velhas estão a voltar ao vinil mas eu também acho que a geração mais jovem está a descobri-lo de uma nova forma”, afirma Vanessa Giggins, CEO da Goldbar Records ao jornal britânico. Giggins pensa que, nos próximos tempos, vão ser os millennials os que mais compram este formato de música, “eles querem algo tangível” e é nesse aspeto que os discos de vinil se encaixam, tomando o lugar que os CDs costumavam ter há alguns anos atrás. “As pessoas estão a descobrir a música através do streaming e se elas gostarem vão investir nela em formato físico”, diz Vanessa Giggins.

Apesar do aumento das vendas de discos de vinil, a verdade é que o streaming atualmente é o rei da indústria musical: desde 2013 que este formato cresceu 500%. No mês passado, a Warner Music, uma das mais relevantes produtoras de música do mundo, divulgou que 2016 foi o seu melhor ano desde 2008 em termos de lucros e que, ao contrário do que se possa pensar, não foi pela venda de CDs. A venda de música neste formato já viu melhores dias, já que em 2016 caiu 10% em comparação com o ano anterior. Já o streaming, por si só, rendeu à Warner Music um milhão de dólares (cerca de 950 mil euros), o que representa um aumento de 57% face a 2015.

Editado por Mariana de Araújo Barbosa (mariana.barbosa@eco.pt)

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