A economia, a política e o poder, 31 livros para agosto

O ECO selecionou 31 livros, um por cada dia do mês, para umas férias informadas. É uma escolha editorial centrada na economia, na política e no poder e aberta ao confronto de ideias.

Vem aí o mês de agosto e, por isso, o ECO selecionou 31 livros, um por cada dia do mês, para umas férias informadas. É uma escolha editorial centrada na economia, na política e no poder, construída a partir de uma visão liberal clássica, mas aberta ao confronto de ideias, às contradições do capitalismo e aos limites das instituições.

Esta não é uma lista dos melhores livros alguma vez publicados, nem pretende cristalizar um visão única e definitiva . É uma seleção necessariamente incompleta de obras que ajudam a responder a algumas das perguntas decisivas do nosso tempo. Como se cria prosperidade? Porque funcionam os mercados? Como se acumulam o poder económico e o poder político? Quais devem ser os limites do Estado? E de que forma se protege a liberdade individual numa sociedade democrática?

Partimos de uma tradição que valoriza a propriedade privada, a concorrência, o comércio, a iniciativa individual e a limitação do poder público, como está definido no Estatuto Editorial do ECO. Mas uma discussão informada não pode reduzir-se à confirmação das convicções de partida. Por isso, esta lista inclui autores que defendem o mercado e a liberdade económica, mas também obras que analisam os monopólios, as crises financeiras, os erros das elites, as falhas das organizações e as fragilidades políticas do próprio capitalismo. E há um autor português nesta lista.

  1. O primeiro bloco reúne os fundamentos do liberalismo económico. De Adam Smith a Hayek, Mises, Friedman, Schumpeter, Sowell e McCloskey, estes livros estabelecem o vocabulário essencial do mercado, dos preços, da propriedade, dos incentivos e da concorrência. Explicam como a coordenação económica pode emergir das decisões descentralizadas de milhões de indivíduos e mostram que o capitalismo depende de instituições, regras e valores que não estão garantidos para sempre.
  2. O segundo bloco olha para o dinheiro, os mercados e as crises. O crédito e a moeda não são apenas instrumentos económicos. São também formas de poder, capazes de financiar o crescimento, alimentar bolhas, salvar ou destruir empresas e condicionar governos. Ferguson, Ahamed, Mallaby e Michael Lewis ajudam a perceber como as decisões dos bancos centrais, os incentivos dos mercados financeiros e os erros de regulação moldaram alguns dos principais acontecimentos económicos do último século.
  3. O terceiro bloco centra-se nas empresas, na gestão e no poder económico. As organizações não vivem apenas da mão invisível do mercado. Vivem de hierarquias, culturas internas, decisões estratégicas e personalidades que concentram autoridade. Caro, Chernow, Chandler, Drucker, Christensen, Collins, Grove, Isaacson e Stone mostram como se constroem grandes organizações, como se perde a capacidade de adaptação e como o sucesso empresarial pode gerar influência muito para além da esfera económica.
  4. O quarto bloco aborda a filosofia política, a democracia e os limites do Estado. Tocqueville, Berlin, Popper, Aron, Nozick, Buchanan, Tullock, Acemoglu e Palma questionam a relação entre liberdade, igualdade, autoridade e instituições. São livros que ajudam a perceber por que razão o poder público deve ser limitado, como as boas intenções podem produzir maus resultados e por que uma sociedade aberta depende de regras capazes de corrigir erros e impedir a concentração do poder.
  5. O quinto bloco trata da prosperidade, do crescimento e da defesa cultural do liberalismo. Gilder apresenta o empreendedor como agente económico e moral do progresso e Norberg confronta o pessimismo contemporâneo com dados sobre a melhoria das condições de vida. São obras muito diferentes, unidas pela convicção de que a liberdade económica foi uma das grandes forças de transformação da condição humana.

Escolhemos livros de épocas, géneros e tradições diferentes porque os grandes debates não cabem numa única disciplina. A economia não pode ser separada da política, as empresas não podem ser analisadas sem compreender o poder e a prosperidade não pode ser explicada sem instituições, inovação e liberdade. São 31 propostas para ler ao longo de agosto e para regressar mais informado às discussões que continuarão depois do verão.

I. Os fundamentos do liberalismo económico

Os textos que estabelecem o vocabulário. O mercado, o preço, a propriedade e a liberdade.

1. Adam Smith, A Riqueza das Nações (1776)

Edição e preço: Fundação Calouste Gulbenkian, dois volumes em português, 25,00 € e 15,00 €, num total de 40,00 €.

  • Smith explica como a divisão do trabalho, a especialização e a troca voluntária ampliam a prosperidade. Longe da caricatura do laissez-faire absoluto, combina a confiança nos mercados com a atenção à justiça, às instituições e ao poder dos interesses organizados. É o ponto de partida para compreender a economia moderna.

2. Ludwig von Mises, Liberalismo (1927)

Edição e preço: LVM Editora, eBook em português do Brasil, 2,99 €.

Mises apresenta a propriedade privada, a liberdade contratual e a paz como fundamentos de uma sociedade livre. Sustenta que cada intervenção económica tende a produzir novas distorções e novas intervenções. É uma defesa radicalmente coerente do liberalismo como ordem social, não apenas como programa económico.

3. Joseph Schumpeter, Capitalismo, Socialismo e Democracia (1942)

Edição e preço: Actual Editora, nova edição portuguesa de 2026, 44,90 € de preço de capa.

Schumpeter descreve o capitalismo como um processo de inovação permanente, impulsionado pela destruição criativa. Mas identifica também a sua fragilidade política. O sucesso económico pode alimentar as elites, instituições e expectativas que acabam por contestar o próprio sistema que o tornou possível.

4. Friedrich Hayek, O Caminho para a Servidão (1944)

Edição e preço: Edições 70, edição portuguesa, 28,90 €.

Hayek alerta para a concentração de poder gerada pelo planeamento económico. Quando o Estado procura determinar fins coletivos, tem também de escolher quem ganha, quem perde e quais as preferências legítimas. O livro mostra como decisões apresentadas como técnicas podem reduzir gradualmente a autonomia individual.

5. Milton Friedman, Capitalismo e Liberdade (1962)

Edição e preço: Actual Editora, edição portuguesa, 22,90 €. O eBook custa 17,99 €.

Friedman liga a liberdade económica e a liberdade política, defendendo mercados concorrenciais, moeda estável e um Estado com funções delimitadas. As propostas sobre educação, regulação e imposto negativo mostram um liberalismo atento à pobreza, mas desconfiado da burocracia e dos efeitos perversos das políticas públicas.

6. Thomas Sowell, Economia Básica (2000)

Edição e preço: Basic Economics, Basic Books, edição integral em inglês, 51,37 €. A edição brasileira da Alta Books é publicada em dois volumes e surge sobretudo em marketplace.

Sowell explica os preços, os incentivos, a escassez, a produtividade e os custos de oportunidade sem fórmulas desnecessárias. O objetivo não é ensinar uma coleção de respostas, mas é um método para avaliar consequências. É especialmente eficaz a mostrar como políticas populares podem prejudicar precisamente os grupos que procuram proteger.

7. Deirdre McCloskey, Bourgeois Equality (2016)

Edição e preço: University of Chicago Press, edição inglesa em capa mole, 37,85 €. Não existe edição portuguesa confirmada.

McCloskey atribui o crescimento moderno a uma mudança cultural decisiva. Comerciantes, inventores e empresários ganharam dignidade social e liberdade para experimentar. Contra explicações exclusivamente assentes no capital ou nas instituições, sustenta que as ideias e a linguagem libertaram a energia económica moderna.

2. Dinheiro, mercados e crises.

Como o crédito, os bancos centrais e a especulação escrevem a história tanto quanto os exércitos.

8. Niall Ferguson, A Ascensão do Dinheiro (2008)

Edição e preço: Relógio D’Água, edição portuguesa, 24,00 €.

Uma história do mundo contada através da moeda, do crédito, da dívida, dos seguros e dos mercados. Ferguson mostra que a finança é uma tecnologia de poder capaz de financiar comércio, inovação, guerra e impérios. É uma introdução acessível à forma como o dinheiro condiciona a História.

9. Liaquat Ahamed, Lords of Finance (2009)

Edição e preço: Cornerstone, edição inglesa em capa mole, 20,27 €. O eBook custa 9,49 €.

Ahamed acompanha quatro banqueiros centrais cujas decisões contribuíram para transformar as fragilidades dos anos 1920 na Grande Depressão. A combinação de convicções rígidas, rivalidades nacionais e fidelidade ao padrão-ouro mostra como erros técnicos podem adquirir consequências políticas e sociais devastadoras.

10. Sebastian Mallaby, The Man Who Knew (2016)

Edição e preço: Bloomsbury, edição inglesa em capa mole, 22,97 €.

Uma biografia exigente de Alan Greenspan, entre a confiança nos mercados e o exercício de um poder monetário extraordinário. Mallaby reconstrói os êxitos, as hesitações e os erros do antigo presidente da Reserva Federal, evitando tanto a absolvição como a condenação retrospetiva simplista.

11. Michael Lewis, Liar’s Poker (1989)

Edição e preço: Hodder & Stoughton, edição inglesa em capa mole, 14,86 €.

Lewis entra na sala de máquinas de Wall Street e descreve a cultura de competição, risco e excesso do mercado obrigacionista dos anos 1980. É reportagem, memória e sátira, escrita por alguém que participou no sistema que retrata. Continua a ser uma das melhores iniciações ao poder financeiro.

Charles P. Kindleberger e Robert Z. Aliber, Manias, Panics, and Crashes (1978)

Edição e preço: Palgrave Macmillan, 8.ª edição, 2023, capa mole, em inglês. Preço de referência de 40,55 euros na Wook. A Fnac apresenta a mesma edição a partir de 36,97 euros, através de vendedor marketplace.

As crises financeiras mudam de protagonistas, mas raramente mudam de enredo. Kindleberger mostra como crédito abundante, euforia especulativa e excesso de confiança acabam em pânico e colapso. Atualizada por Aliber e McCauley, a obra continua a ser uma referência para compreender a repetição das bolhas, da crise imobiliária à especulação com criptomoedas.

3. Empresas, gestão e poder económico.

Como se constrói (e se perde) poder dentro e à volta das organizações.

13. Robert Caro, The Power Broker (1974)

Edição e preço: Random House, edição inglesa em capa mole, 37,85 €.

A biografia monumental de Robert Moses, o homem que transformou Nova Iorque sem depender de eleições. Caro mostra como o controlo de autoridades, contratos, estradas e financiamento permitiu acumular poder fora do escrutínio democrático. É um estudo definitivo sobre burocracia e autoridade.

14. Ron Chernow, Titan (1998)

Edição e preço: Random House, edição inglesa em capa mole, 28,39 €.

Chernow reconstrói a ascensão de John D. Rockefeller e da Standard Oil, combinando o génio empresarial, a disciplina financeira, práticas monopolistas e filantropia. Sem absolver nem condenar, mostra como riqueza, concorrência, regulação e reputação se cruzam na construção de um império económico.

15. Alfred Chandler, The Visible Hand (1977)

Edição e preço: Harvard University Press, edição inglesa em capa mole, 41,84 €.

Chandler explica como a grande empresa moderna substituiu o mercado por hierarquias de gestão na coordenação interna dos recursos. A profissionalização dos gestores, as economias de escala e os sistemas administrativos permitiram construir empresas de dimensão inédita. Um clássico sobre o mercado e a organização.

16. Peter Drucker, The Practice of Management (1954)

Edição e preço: Taylor & Francis, edição inglesa em capa mole, 51,36 €. Não existe atualmente uma edição portuguesa equivalente disponível.

Drucker transformou a gestão numa disciplina autónoma e a empresa numa instituição social com objetivos, responsabilidades e deveres próprios. O livro organiza temas como liderança, decisão, desempenho e gestão por objetivos. Muitas ideias hoje apresentadas como novas já estavam aqui formuladas com clareza.

17. Clayton Christensen, O Dilema da Inovação (1997)

Edição e preço: Actual Editora, edição portuguesa de 2025, 26,90 € de preço de capa. O preço consultado na Wook é 24,21 €.

Christensen explica por que empresas bem geridas podem perder perante tecnologias inicialmente inferiores e mercados aparentemente pouco atrativos. A inovação disruptiva nasce muitas vezes nas margens e cresce até deslocar os líderes. O livro distingue excelência operacional de capacidade de adaptação.

18. Jim Collins, Good to Great (2001)

Edição e preço: Casa das Letras, edição portuguesa com o título De Bom a Excelente, 20,90 €. A edição inglesa da Cornerstone custa 33,80 €.

Collins procura identificar os fatores que permitem a algumas empresas superar de forma sustentada as concorrentes. Liderança, disciplina, foco e escolha das pessoas certas surgem como elementos centrais. A metodologia foi contestada, mas os conceitos influenciaram gerações de gestores e investidores.

19. Andy Grove, Only the Paranoid Survive (1996)

Edição e preço: Profile Books, edição inglesa em capa mole, 14,86 €.

O antigo líder da Intel analisa os momentos em que uma mudança tecnológica, regulatória ou competitiva altera as regras de um setor. Grove chama-lhes pontos de inflexão estratégicos. Sobreviver exige reconhecer cedo que o modelo existente deixou de funcionar e agir antes de a crise se tornar evidente.

20. Walter Isaacson, Steve Jobs (2011)

Edição e preço: Objectiva, edição portuguesa de 2015, 29,90 €, atualmente sem disponibilidade regular. A edição inglesa da Little, Brown custa 20,27 €.

Um retrato de Steve Jobs como criador de produtos, construtor de equipas e líder implacável. Isaacson mostra a força da visão, do gosto e do controlo, mas também os custos humanos da liderança carismática. É uma biografia sobre inovação, poder pessoal e exigência levada ao limite.

21. Brad Stone, The Everything Store (2013)

Edição e preço: Transworld Publishers, edição inglesa em capa mole, 17,56 €.

A história da Amazon e de Jeff Bezos, construída sobre escala, tecnologia, disciplina financeira e obsessão pelo cliente. Stone revela a ambição que transformou uma livraria digital numa infraestrutura global, sem esconder os conflitos laborais, competitivos e políticos produzidos pelo crescimento.

4. Filosofia política e teoria do Estado.

Os limites do poder legítimo, da democracia e da acção coletiva.

22. Alexis de Tocqueville, Da Democracia na América (1835 e 1840)

Edição e preço: Relógio D’Água, edição portuguesa, 32,00 €. Existe uma edição recente da Principia por 39,00 €.

Tocqueville analisa a força da igualdade democrática e os riscos de conformismo, centralização e dependência do Estado. O despotismo brando não precisa de violência aberta. Pode crescer através da tutela, do conforto e da renúncia gradual à responsabilidade individual. Um clássico sobre democracia e costumes.

23. Isaiah Berlin, Esperança e Medo, Dois Conceitos de Liberdade (1958)

Edição e preço: Guerra & Paz, edição portuguesa, 16,00 €.

Berlin distingue a liberdade como ausência de coerção da liberdade entendida como realização de um destino racional ou coletivo. Esta segunda conceção pode permitir que alguém seja coagido em nome do seu próprio bem. Um ensaio breve, mas decisivo, sobre pluralismo e poder político.

24. Karl Popper, A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos (1945)

Edição e preço: Edições 70, dois volumes em português. O conjunto tem um preço de referência de 53,80 €. Cada volume custa 36,90 € quando comprado separadamente.

Popper critica as filosofias políticas que apresentam a História como um processo inevitável e legitimam o poder absoluto em nome de um fim superior. Em alternativa, defende instituições abertas à crítica, capazes de substituir governantes e corrigir erros sem violência.

25. Robert Nozick, Anarquia, Estado e Utopia (1974)

Edição e preço: Edições 70, edição portuguesa, 33,90 €.

Nozick apresenta a defesa filosófica mais influente do Estado mínimo, fundado nos direitos individuais e na propriedade legitimamente adquirida. O livro desafia a redistribuição coerciva e pergunta até onde pode o poder público usar os recursos de uns cidadãos para realizar os objetivos de outros.

27. James Buchanan e Gordon Tullock, The Calculus of Consent (1962)

Edição e preço: University of Michigan Press, edição inglesa em capa mole, 32,38 €.

O texto fundador da escolha pública aplica à política os pressupostos usados para analisar os mercados. Eleitores, políticos e burocratas respondem a incentivos e interesses. A questão decisiva passa a ser a escolha das regras constitucionais que limitam a exploração de minorias por maiorias organizadas.

28. Daron Acemoglu e James Robinson, Porque Falham as Nações (2012)

Edição e preço: Temas e Debates, edição portuguesa, 24,40 € de preço de capa. O preço consultado na Wook era 21,96 €.

Acemoglu e Robinson explicam a prosperidade pela qualidade das instituições. As inclusivas distribuem poder e oportunidades, enquanto as extrativas concentram rendimentos e bloqueiam a inovação. A tese é poderosa, embora por vezes simplifique a complexidade histórica e cultural do desenvolvimento.

Nuno Palma, As Causas do Atraso Português (2023)

Edição e preço. Dom Quixote, capa mole, 408 páginas. Preço de capa de 24,90 euros. A Wook apresentava um preço promocional de 19,92 euros, válido até 30 de setembro de 2026.

Porque é Portugal um país relativamente rico à escala mundial, mas pobre no contexto europeu? Nuno Palma recua vários séculos para identificar as causas históricas, económicas e institucionais do atraso português. O livro confronta explicações instaladas, analisa escolhas e continuidades e procura perceber como o passado condiciona a produtividade, o crescimento e as possibilidades de convergência.

5. Prosperidade, crescimento e ficção sobre o liberalismo.

Três formas diferentes de defender a mesma ideia, a liberdade económica produziu o maior progresso humano da História.

George Gilder — Wealth and Poverty (1981)

Edição e preço: Regnery Publishing, edição inglesa atualizada, 33,79 €.

Gilder apresenta o capitalismo como um sistema moral assente no risco, na criatividade e na confiança no futuro. O empreendedor investe antes de saber se será recompensado e cria valor para os outros. Influente na economia do lado da oferta, o livro é também uma defesa cultural da iniciativa privada.

Johan Norberg — Progress (2016)

Edição e preço: Oneworld Publications, edição inglesa em capa mole, 14,86 €. O eBook custa 6,56 €.

Com dados sobre pobreza, saúde, fome, violência e esperança de vida, Norberg contesta a perceção de que o mundo está em declínio. O argumento central é que o comércio, a ciência, as instituições abertas e a liberdade económica produziram ganhos humanos sem precedentes. Um antídoto útil contra o pessimismo seletivo.

Luigi Einaudi — Lezioni di Politica Sociale (1949)

Edição e preço: Einaudi, edição em italiano. A edição disponível em Itália surge por cerca de 24,00 €, sem contar com portes

Economista, governador do Banco de Itália e Presidente da República Italiana, Luigi Einaudi defende uma economia de mercado assente na concorrência, na responsabilidade individual e num Estado limitado pelo direito. Num país a reconstruir-se após a guerra, mostrou que liberdade económica e coesão social não são incompatíveis. Um dos textos fundadores do liberalismo europeu contemporâneo.

A lista completa

1. Os fundamentos do liberalismo económico

  • Adam Smith, A Riqueza das Nações (1776)
  • Ludwig von Mises, Liberalismo (1927)
  • Joseph Schumpeter, Capitalismo, Socialismo e Democracia (1942)
  • Friedrich Hayek, O Caminho para a Servidão (1944)
  • Milton Friedman, Capitalismo e Liberdade (1962)
  • Thomas Sowell, Economia Básica (2000)
  • Deirdre McCloskey, Bourgeois Equality (2016)

2. Dinheiro, mercados e crises

  • Niall Ferguson, A Ascensão do Dinheiro (2008)
  • Liaquat Ahamed, Lords of Finance (2009)
  • Sebastian Mallaby, The Man Who Knew (2016)
  • Michael Lewis, Liar’s Poker (1989)
  • Charles P. Kindleberger, Robert Z. Aliber e Robert N. McCauley, Manias, Panics, and Crashes (1978)

3. Empresas, gestão e poder económico

  • Robert Caro, The Power Broker (1974)
  • Ron Chernow, Titan (1998)
  • Alfred Chandler, The Visible Hand (1977)
  • Peter Drucker, The Practice of Management (1954)
  • Clayton Christensen, O Dilema da Inovação (1997)
  • Jim Collins, Good to Great (2001)
  • Andy Grove, Only the Paranoid Survive (1996)
  • Walter Isaacson, Steve Jobs (2011)
  • Brad Stone, The Everything Store (2013)

4. Filosofia política e teoria do Estado

  • Alexis de Tocqueville, Da Democracia na América (1835 e 1840)
  • Isaiah Berlin, Dois Conceitos de Liberdade (1958)
  • Karl Popper, A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos (1945)
  • Robert Nozick, Anarquia, Estado e Utopia (1974)
  • James Buchanan e Gordon Tullock, The Calculus of Consent (1962)
  • Daron Acemoglu e James Robinson, Porque Falham as Nações (2012)
  • Nuno Palma, As Causas do Atraso Português: Repensar o Passado para Reinventar o Presente (2023)

5. Prosperidade, crescimento e cultura liberal

  • George Gilder, Wealth and Poverty (1981)
  • Johan Norberg, Progress (2016)
  • Luigi Einaudi, Lezioni di Politica Sociale (1949)

 

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