Economia recupera e cresce 0,8% em cadeia no segundo trimestre
PIB cresceu 2,5% no segundo trimestre, após crescimento de 2,4% no arranque do ano. Mas, comparando com primeiro trimestre, avançou 0,8%, uma aceleração face aos 0,1% registados entre janeiro e março.
A economia portuguesa recuperou no segundo trimestre, crescendo 0,8% em cadeia, após ter praticamente estagnado no arranque do ano, de acordo com a estimativa rápida divulgada esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A aceleração do crescimento verificou-se também na comparação homóloga, com o Produto Interno Bruto (PIB) a avançar 2,5%.
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Comparando com o primeiro trimestre, o PIB aumentou 0,8%, após um tímido crescimento de 0,1% entre janeiro e março. A expansão verificada nos três meses anteriores é ainda assim uma revisão em alta de 0,1 pontos percentuais face à estimativa inicialmente avançada pelo INE, resultado sobretudo de evolução do consumo privado.
A explicar a evolução registada no segundo trimestre está sobretudo o facto do contributo da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB ter passado a positivo, com as importações de bens e serviços a registarem um abrandamento mais significativo que as exportações.
Já o contributo da procura interna manteve-se positivo, embora inferior ao observado no trimestre precedente, verificando-se uma diminuição do investimento e um crescimento mais intenso do consumo privado.

Na ótica da comparação homóloga, o crescimento do PIB também acelerou, mas a um ritmo inferior registado na evolução em cadeia. A economia cresceu assim 2,5%, depois de ter crescido 2,4% entre janeiro e março, refletindo sobretudo o contributo menos negativo da procura externa, na sequência de uma aceleração “mais pronunciada” nas exportações do que nas importações.
Por seu lado, o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB diminuiu, em resultado do abrandamento do investimento, enquanto o consumo privado acelerou.
Os dados do organismo de estatística nacional ainda não revelam os detalhes sobre os contributos de cada componente para o desempenho da economia, mas o prazo para execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) termina a 31 de agosto, sendo esperado uma aceleração do investimento.
Recentemente, numa audição parlamentar, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, já tinha sinalizado que a economia nacional acelerou no segundo trimestre. “Os dados que já dispomos para o segundo trimestre são, francamente, positivos, com uma aceleração do consumo do investimento e das exportações”, disse em declarações aos deputados.
Para a totalidade do ano, o Governo prevê um crescimento de 2%, após uma expansão do PIB de 1,9% no ano passado. Entre as principais instituições económicas nacionais e internacionais, as projeções variam entre 1,6% (Conselho das Finanças Públicas) e 1,8% (Banco de Portugal e Organização para a Cooperação Económica).
(Notícia atualizada às 9h53)
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