Forbes criou uma lista com os 10 destinos europeus que servirão de refúgio climático

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  • 28 Julho 2026

A Forbes Espanha compilou uma lista dos dez melhores destinos considerados refúgios climáticos naturais na Europa, enclaves que mantêm temperaturas de verão mais amenas.

A publicação inclui nesta seleção, por ordem alfabética, os Açores, em Portugal; a Bretanha, em França; o Cabo da Córsega, na Córsega; Dartmoor e Exmoor, no Reino Unido; La Rhune, no País Basco francês; a Madeira, em Portugal; o Monte Baldo, junto ao Lago de Garda, em Itália; os Picos da Europa, em Espanha; a Floresta Negra, na Alemanha; e Sintra, em Portugal.

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A lista da Forbes, “Dez refúgios climáticos da Europa: o novo luxo do século XXI”, analisa como o aumento das temperaturas e a crescente frequência e intensidade das ondas de calor estão começando a alterar as preferências turísticas e residenciais em todo o continente. A Forbes argumenta que a capacidade de oferecer um verão confortável está se tornando um novo fator de atratividade para certos destinos.

A análise destaca que seis dos dez destinos escolhidos, ou seja, 60%, estão ligados à costa atlântica da Europa. Entre eles estão os Açores, a Madeira, Sintra, a Bretanha, La Rhune e os Parques Nacionais de Dartmoor e Exmoor. Segundo a publicação, a influência do Atlântico continua a ser um dos principais reguladores de temperatura da Europa.

Por país, Portugal e França têm três destinos cada, representando 30% da seleção. Portugal é representado pelos Açores, Madeira e Sintra, enquanto a França apresenta a Bretanha, o Cabo Corso e La Rhune. Espanha, Itália, Alemanha e Reino Unido contribuem com um destino cada.

A Forbes destaca que essas regiões não são imunes às mudanças climáticas, mas possuem vantagens naturais que ajudam a mitigar temperaturas extremas. A proximidade com o oceano ou grandes lagos, a altitude, a presença de florestas e a circulação de ventos e neblina contribuem para manter as temperaturas mais baixas do que nas grandes cidades durante os meses de verão.

A revista também destaca que essas condições podem aumentar o interesse turístico e imobiliário nos destinos selecionados. Compradores internacionais, famílias em busca de uma segunda residência, aposentados europeus e profissionais com a possibilidade de trabalhar remotamente estão começando a valorizar fatores como noites frescas, qualidade do ar, acesso à natureza e a possibilidade de reduzir o uso constante de ar condicionado.

O relatório conclui que o conforto climático poderá se tornar um fator de diferenciação em certos mercados residenciais nas próximas décadas, juntamente com elementos tradicionais como localização, conectividade, serviços e regulamentações de planejamento urbano. Em um continente cada vez mais exposto ao calor extremo, a Forbes sugere que o novo luxo poderá ser algo tão simples quanto poder abrir uma janela durante o verão.

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