Teerão negou novas conversações com Washington sobre estreito de Ormuz
O Irão negou estar envolvido em negociações com os EUA, apesar do fim das hostilidades, e garantiu que as conversações sobre o estreito de Ormuz decorrem apenas com Omã.
O Governo iraniano negou esta segunda-feira o envolvimento de Teerão em novas negociações com os Estados Unidos, apesar da recente cessação das hostilidades entre os dois países.
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“Neste momento”, o Irão não está envolvido em qualquer negociação com os Estados Unidos, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghaei, durante a sua conferência de imprensa semanal em Teerão. Desta forma, o Irão negou as notícias de que o país teria solicitado a abertura de conversações.
Anteriormente, o mesmo responsável indicou que as autoridades diplomáticas iranianas tinham declarado que os Estados Unidos não participaram nas recentes discussões com Omã sobre a administração do estreito de Ormuz, ponto central das atuais tensões.
“Estas discussões não têm qualquer relação com os Estados Unidos. Trata-se de uma questão bilateral entre o Irão e Omã, essas conversações estão em curso“, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O estreito de Ormuz está novamente bloqueado pelo Irão desde o reinício das hostilidades entre Washington e Teerão, no início de julho.
Os vice-ministros dos Negócios Estrangeiros do Irão e de Omã reuniram-se na sexta-feira e no sábado para discutirem “princípios partilhados e mecanismos operacionais” destinados a garantir a navegação segura naquela passagem, disse Baghaei.
Nos últimos dias, a Guarda Revolucionária iraniana intercetou várias embarcações, incluindo seis que tentavam atravessar o estreito fora da rota autorizada pela República Islâmica.
O estreito de Ormuz continua a ser um importante foco de tensão entre Teerão e Washington. As divergências sobre a gestão do estreito de Ormuz comprometeram seriamente o memorando de entendimento assinado a 17 de junho.
O Irão insiste em manter o controlo sobre o estreito e deseja cobrar uma taxa de passagem, ao mesmo tempo que envolve Omã na gestão, por ser o outro Estado costeiro.
Esta segunda-feira, Esmaaeil Baghaei criticou ainda os Estados Unidos, afirmando que a conduta do país nos últimos anos “se assemelha à de uma organização mafiosa que não respeita nem regras nem leis”.
“Enquanto os Estados Unidos continuarem a agir desta forma, não podemos esperar o surgimento de um processo razoável”, disse.
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