Refinaria de Sines terá paragem “menor” em setembro

O co-Ceo da Galp, João Diogo da Silva, indicou que a refinaria de Sines deverá ter uma paragem, embora ligeira, no próximo mês de setembro.

A Galp planeia “manutenções menores” em setembro na atividade da refinaria de Sines. Isto, num contexto em que os preços dos refinados estão sob pressão, face à guerra no Irão e destruição de refinarias russas. Ainda assim, há alguns fatores que deverão ajudar a aliviar os preços.

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“Esperamos operar com disponibilidade total durante os meses de julho e agosto e ter intervenções menores de manutenção em setembro”, afirma o co-CEO da Galp, João Diogo da Silva referindo-se à atividade de produção na refinaria de Sines. No final de 2025, a Galp já havia realizado a “maior paragem de sempre”, como é descrita pela própria empresa. Durou 50 dias. Foi também uma paragem programada, para manutenção, e na qual a petrolífera investiu 150 milhões de euros.

Esta paragem será, garante, “muito, muito, muito insignificante”, o que justifica que a petrolífera mantenha um volume de produção num “nível bastante elevado” de produção em Sines, entre os 80 milhões e os 85 milhões de barris.

De acordo com o co-CEO, cerca de 45% do produzido pela Galp na refinaria de Sines são destilados médios, dos quais o jet fuel representa geralmente cerca de 10%. A produção deste combustível, usado no setor da aviação, ronda de momento uma proporção de 14%, num contexto de escassez deste combustível.

A guerra no Irão, tal como a escalada recente do conflito assim como ataques adicionais às refinarias russas, “têm um impacto muito, muito significativo na indústria de refinação”, indicou João Diogo da Silva. Ainda assim, a petrolífera admite alguma descida nos preços dos produtos petrolíferos, principalmente no gasóleo e no jet, tendo também em conta a previsão de que haverá alguma destruição da procura. “Há um número de fatores que também pode retirar pressão do mercado”, conclui.

“Estamos a assistir a preços que estão muito acima das nossas perspetivas”, sendo estas algo conservadoras, reconhece. Esta segunda-feira, a empresa indicou que espera agora alcançar quatro mil milhões de euros de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) este ano, um aumento significativo face à previsão anterior, que apontava para os 2,6 mil milhões como o limite mínimo para o EBITDA de 2026.

A estimativa de produção de petróleo também foi atualizada, de um intervalo de 125 a 130 mil barris ou equivalentes por dia para o topo desse intervalo, isto é, cerca de 130 mil. “Mais de 25% da nossa revisão em alta do guidance vem da vertente operacional. Os restantes 75% desta subida vêm, de facto, do contexto macro”, esclareceu a co-CEO Maria João Carioca, na mesma chamada com analistas.

 

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