Ucrânia quer protótipo de sistema antimíssil europeu até 2027 e reduzir dependência do norte-americano Patriot
A Ucrânia quer ter um protótipo do sistema europeu de defesa antimíssil Freyja pronto até meados de 2027, mesmo após obter dos EUA licença para produzir mísseis Patriot no país.
A Ucrânia quer ter pronto um protótipo de um sistema europeu de defesa antimíssil até ao primeiro semestre de 2027, mesmo após Donald Trump conceder licença a Kiev para produzir mísseis norte-americanos Patriot no seu território, podendo reforçar a capacidade de travar ataques russos com mísseis balísticos.
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“Tendo em conta o prazo apertado, temos um objetivo ambicioso: ter um MVP (produto mínimo viável) pronto até o primeiro semestre do próximo ano”, afirmou o vice-secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional ucraniano, Davyd Aloian, que coordena o projeto Freyja à Reuters.
Segundo o alto funcionário ucraniano, o objetivo passa por construir, em tempo útil, um sistema que já consiga demonstrar resultados práticos. Aloian refere à agência noticiosa que um comité diretivo internacional encarregado de estimar os custos de pesquisa e desenvolvimento deverá reunir-se em breve pela primeira vez.
O projeto foi apresentado em Paris há duas semanas, numa cimeira que juntou líderes de dez países europeus, incluindo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e cerca de uma dúzia de fabricantes de defesa. A iniciativa pretende criar uma alternativa europeia, de custo mais baixo, aos Patriot, num contexto em que a Ucrânia tem sofrido com stocks limitados e com o ritmo lento de produção dos sistemas norte-americanos.
Zelensky tem insistido que a Ucrânia precisa de mais meios para responder a este tipo de ameaça e tem pressionado os países membros da NATO a investir mais neste tipo de sistemas aéreos, salientando que as capacidades do seu país no setor dos drones podem ser valiosas para a Aliança Atlântica.
A Ucrânia diz estar pronta para contribuir com um lançador e com um míssil intercetor para o programa Freyja, com o líder ucraniano a descrever esse contributo como “uma questão de testes”. Do lado dos aliados, a expectativa é que os parceiros europeus contribuam com tecnologia, radares modernos, sensores e conhecimento especializados em controlo de mísseis.
Entre as empresas já associadas ao esforço estão a Eurosam, que produz o sistema intercetor SAMP-T, a Leonardo, a Thales e a Saab.
Em abril, a Fire Point, fabricante ucraniana do míssil de cruzeiro de longo alcance FP-5 “Flamingo”, anunciou estar em negociações com empresas europeias para lançar um novo sistema de defesa aérea até ao próximo ano, criando uma alternativa mais económica aos mísseis norte-americanos.
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