Inteligência artificial está a ganhar espaço na indústria para antecipar falhas, controlar a qualidade e otimizar o consumo de energia
Antecipar falhas, controlar a qualidade e otimizar o consumo de energia são os principais objetivos.
A inteligência artificial está a ganhar força na indústria como ferramenta para antecipar falhas em equipamentos, monitorar a qualidade em tempo real e otimizar o consumo de energia, em um contexto no qual as empresas buscam aumentar a produtividade, reduzir custos e fortalecer sua competitividade.
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A digitalização industrial está a acelerar a adoção de tecnologias como IA, IoT, computação em nuvem, computação de borda e análise avançada de dados para transformar fábricas e processos de produção em ambientes mais conectados, automatizados e eficientes. A Deloitte observou no estudo “Smart Manufacturing 2025” que empresas que implementam iniciativas de manufatura inteligente relatam melhorias de até 20% na produção, até 20% na produtividade dos funcionários e até 15% na capacidade ociosa liberada.
A consultoria também destaca que 92% dos fabricantes entrevistados acreditam que a manufatura inteligente será o principal motor da competitividade nos próximos três anos. Tim Gaus, chefe de manufatura inteligente da Deloitte Consulting, argumentou que “a jornada da manufatura inteligente ainda está em desenvolvimento, mas seu valor é inegável”.
A KPMG também classifica o setor de manufatura industrial entre os mais avançados na adoção de tecnologia. De acordo com seu relatório sobre a indústria de manufatura, 76% das empresas do setor demonstram forte disposição para adotar tecnologias avançadas e 34% já estão obtendo retorno sobre o investimento em múltiplos casos de uso de IA.
O Fórum Econômico Mundial enfatiza que a IA está transformando a fábrica conectada por meio de manutenção preditiva, controle de qualidade, otimização da linha de produção, redução de custos e diminuição das emissões. A organização destaca exemplos de sua rede Global Lighthouse, onde sistemas baseados em IA permitem ajustes de parâmetros em tempo real, reduzem defeitos e melhoram os tempos de ciclo.
Grandes empresas industriais também estão a concentrar as suas soluções em IA aplicada a operações do mundo real. A Siemens argumenta que a IA industrial acelera o projeto, possibilita a manufatura adaptativa e otimiza o desempenho em toda a cadeia de valor, com aplicações em manutenção, eficiência energética, confiabilidade de ativos e redução do tempo de inatividade.
A Schneider Electric também associa IA à eficiência e sustentabilidade, aplicando-a ao controle de qualidade, inspeção visual automatizada, segurança industrial, gestão de energia e manutenção preditiva. A empresa observa que a análise avançada permite detetar anomalias no consumo e transformá-las em recomendações operacionais para reduzir o consumo de energia e as emissões.
A Telefónica, por sua vez, também argumenta que a IA aplicada à Indústria 4.0 permite a redução de custos, o aumento da qualidade da produção e a otimização de processos. A empresa identifica a manutenção preditiva de ativos industriais, a melhoria da confiabilidade dos processos, o controle de qualidade por meio de análises contínuas e a previsão da demanda como suas principais aplicações.
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