Primeiro-ministro britânico corta taxas a pubs e salas de espetáculos em novo pacote de apoio à economia

Andy Burnham reduziu em 20% as taxas sobre imóveis comerciais para pubs e espaços culturais, na terceira medida anunciada em três dias para apoiar empresas e famílias.

O novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, anunciou esta quinta-feira que irá reduzir em 20% as taxas municipais aplicadas a pubs, discotecas e salas de espetáculos ao vivo a partir de abril, naquela que é a terceira medida anunciada em três dias para apoiar empresas e famílias.

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“Este Governo vai apoiar as empresas que as pessoas querem ver nas suas comunidades”, afirmou Burnham, citado pela Reuters. Desde que tomou posse na segunda-feira, o antigo presidente da Câmara de Manchester já anunciou também a eliminação de uma taxa das faturas domésticas de eletricidade e um limite máximo para as tarifas dos autocarros.

O sucessor de Keir Starmer explicou que a redução de 20% das “business rates” para o setor da hotelaria permitirá a um pub típico poupar cerca de 1.100 libras (cerca de 1289 euros) no próximo ano, beneficiando perto de 32 mil estabelecimentos. A medida terá um custo anual de 100 milhões de libras para o Estado.

O executivo espera financiar esta redução através de uma revisão dos benefícios fiscais atribuídos a negócios como lojas de cigarros eletrónicos (vape shops), que, segundo o Governo, “não dão um contributo positivo para as comunidades locais”, bem como com um reforço do combate à evasão fiscal entre empresas que vendem através de plataformas de comércio eletrónico.

Apesar de ser bem recebida por pequenos estabelecimentos independentes e por cadeias de pubs, a Reuters sublinha que a medida fica aquém das reivindicações do setor, que defendia uma redução para metade do IVA aplicado à hotelaria. Burnham já tinha também defendido um agravamento das “business rates” sobre os armazéns de gigantes do comércio eletrónico, como a Amazon, para aliviar a carga fiscal das empresas instaladas nas tradicionais ruas comerciais.

O reforço do apoio ao setor empresarial acontece num contexto de crescente pressão sobre a economia britânica. O recente agravamento da guerra com o Irão reacendeu receios de uma nova subida dos preços da energia e das taxas de juro, enquanto um inquérito divulgado este mês revelou que 23% das empresas da hotelaria estão a operar com prejuízo e 5% consideram que o seu negócio deixou de ser viável.

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